Minas Gerais Donos de academias protestam contra fechamento em BH

Donos de academias protestam contra fechamento em BH

Setor faz parte dos serviços não-essenciais e deve ficar fechado a partir de segunda (11); comerciantes temem ir à falência

Donos e funcionários de academias de ginástica de Belo Horizonte protestaram na manhã desta sexta-feira (8) contra o decreto da prefeitura que proíbe o funcionamento de serviços não-essenciais a partir da próxima segunda (11).

O grupo se reuniu na porta da Prefeitura de BH e chamou a atenção de quem passava pela avenida Afonso Pena. Uma das manifestantes, Emanuele Lelis, é gerente de uma academia. Ela discorda da lista de atividades essenciais divulgadas pelo Executivo e acredita que o setor também deveria ficar aberto.

— Nós vendemos saúde para a população. Já foi constatado que as pessoas sedentárias são menos resistentes a covid-19.

Veja: Fechamento do comércio em BH deve durar até o fim de janeiro

A revolta não atinge apenas os funcionários de academias, mas também os lojistas que foram impactados com o novo decreto do prefeito Alexandre Kalil (PSD). A comerciante Larissa Ribeiro é dona de uma loja de roupas no Centro da capital e acredita que a prefeitura deveria ter adotado um rodízio entre os setores comerciais.

— Por que ele não fez um rodízio? Quem está aqui no comércio não está trazendo o vírus. O problema são as pessoas que vieram da praia depois do réveillon.

Grupo se reuniu em frente a Prefeitura de BH

Grupo se reuniu em frente a Prefeitura de BH

Reprodução / Record TV Minas

Crise e preocupação

A pandemia da covid-19 e as idas e vindas na flexibilização comercial impactaram diretamente no desempenho das empresas da capital mineira. Uma pesquisa realizada pelo Sindilojas-BH (Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte) aponta que 85% das micro, pequenas e médias empresas tiveram queda nas vendas de dezembro de 2020 em relação a 2019. Pelo menos 90% delas fecharam o ano passado com prejuízo.

Veja o que pode abrir em BH a partir do dia 11 de janeiro

Segundo o presidente do Sindilojas-BH, Nadim Nonato, metade dos comerciantes acredita que 2021 será um ano melhor. Para ele, a recuperação está diretamente ligada à vacinação contra a covid-19, mas o efeito não deve ser imediato.

— A questão da vacina não avança tão rápido a ponto de tranquilizar o comerciante. A perspectiva de crescimento é para o segundo semestre, quando grande parte da população deve estar vacinada.

Recuperação

Apesar das dívidas e do medo de ir à falência, o fechamento do comércio pode até mesmo gerar uma recuperação mais rápida e efetiva. Segundo o economista Rafael Ribeiro, os países europeus que tiveram um lockdown mais restrito conseguiram recuperar sua economia de forma mais ágil.

— Economias europeias que fizeram uma abertura gradual tiveram uma retomada mais rápida. A mesma coisa aconteceu com os países que flexibilizaram o comércio após o pico da primeira onda da covid-19.

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