Minas Gerais Drogarias da Grande BH iniciam venda de remédios com canabidiol

Drogarias da Grande BH iniciam venda de remédios com canabidiol

Fabricação dos produtos foi liberada pela Anvisa em dezembro passado; pacientes só podem comprar os medicamentos com receita médica

  • Minas Gerais | Marina Avelar*, do R7, com Natália Jael da Record TV Minas

O  valor do produto pode chegar a R$ 2.500

O valor do produto pode chegar a R$ 2.500

Reprodução/ Record Tv Minas

O primeiro produto brasileiro derivado da canabis, popularmente conhecida como maconha, começou a ser vendido nas drogarias de Belo Horizonte e da região metropolitana, após a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O canabidiol usado para o tratamento de epilepsia, esclerose múltipla e dores neuropáticas só poderá ser comprado com a apresentação de receita médica e o custo pode chegar a R$ 2.500. O medicamento é a última opção de tratamento para o paciente.

A dona de casa Cirlei Nunes Silva conta o filho chegou a tomar seis remédios, mas nenhum conseguiu acabar com as crises de convulsão. O menino só teve uma melhora com o medicamento a base de canabis.

— Agora, ele movimenta mais e sorri. Virou outra criança.

O medicamento comprado por Cirlei vem dos Estados Unidos e custa R$1.500. Com a fabricação no Brasil e a venda nas farmácias, a família tem esperança de não gastar tanto com a importação.

—  É a sensação de tranquilidade, de você saber que você pode ir na farmácia que vai ter. Sei que não vai ser em todas, mas aquelas de referência que a gente sabe que vai ter, vai ser melhor.

A presidente do Conselho Regional de Farmácia, Júnia Célia de Medeiros acredita que a produção no Brasil pode ajudar a baixar o preço.

— Ele vai se tornar mais acessível à população a medida que outros laboratórios conseguirem a liberação.

Júnia também comemorou a liberação dos primeiros lotes do medicamento e disse que as vendas na farmácia é uma conquista.

— Isso implica em qualidade de vida.

No Brasil, o uso do canabidiol começou no ano de 2014, quando as primeiras importações foram liberadas. Em dezembro do ano passado a Anvisa liberou a fabricação no país, mas só em abril ele começou a ser produzido por um laboratório no Paraná. Nas drogarias brasileira, o produto vai ser vendido em embalagem de 30 MLs.

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*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento

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