Minas Gerais Duas cidades anunciam volta das aulas presenciais em Minas Gerais

Duas cidades anunciam volta das aulas presenciais em Minas Gerais

Alunos de Coronel Fabriciano voltam às escolas na próxima segunda-feira (18), já os de Pouso Alegre retornam em fevereiro

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Escolas deverão adotar medidas de segurança

Escolas deverão adotar medidas de segurança

Pixabay/Reprodução

As prefeituras de duas cidades de Minas Gerais anunciaram, nesta quarta-feira (14), o retorno das aulas presenciais para as próximas semanas.

Em Coronel Fabriciano, a 198 km, as escolas serão reabertas na próxima segunda-feira (18). Já em Pouso Alegre, a 373 km da capital mineira, o retorno acontece no dia 22 de fevereiro.

Em Minas Gerais, a decisão sobre as atividades escolares ficou a cargo dos municípios. Para as cidades que fazem parte do programa estadual Minas Consciente, que orienta as medidas de isolamento, o Governo do Estado autoriza a reabertura nas cidades classificadas na onda verde.

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Coronel Fabriciano e Pouso Alegre, entretanto, não aderiram ao projeto. Caso fizessem parte do plano, os dois municípios estariam impedidos de reabrir as escolas por estarem em regiões da onda vermelha. Atualmente, apenas as cidades do Triângulo Sul estão na fase verde.

O decreto que libera as aulas nas duas cidades valem apenas para a rede pública municipal e para a rede particular de ensino.

"Na rede pública estadual de ensino, o processo para a retomada das atividades escolares presenciais está suspenso, por determinação judicial, não havendo uma data prevista para o retorno presencial dos estudantes às escolas estaduais", destacou o Governo de Minas em nota.

Procurada pelo R7, a Secretaria de Estado de Educação informou que não tem um balaço de quantos municípios autorizaram o retorno das aulas até o momento. "A decisão sobre a abertura de quaisquer escolas da educação básica do estado, seja pública ou privada, é de responsabilidade e autonomia de cada prefeitura. Portanto, não é obrigatório informar ao Estado antecipadamente", esclareceu a pasta em nota.

Em Belo Horizonte, não há previsão de retorno, segundo a prefeitura da capital mineira.

Coronel Fabriciano

Na cidade da região Leste do Estado, a reabertura vai afetar 7.000 estudantes da pré-escola ao 9º ano do ensino fundamental apenas na rede pública municipal. Os alunos serão divididos em dois grupos e cada um irá à escola em dias alternados. Os estudantes e professores vão receber protetores faciais e deverão seguir os protocolos de proteção contra a covid-19.

Por enquanto, segundo a prefeitura, apenas os alunos das creches, com menos de três anos, vão seguir com as tarefas remotas. O secretário de Governança Educacional, Carlos Alberto Serra, explica que o município tomou a decisão de reabrir os colégios após fazer um teste com alunos de cinco escolas em 2020.

— Entre 23 de novembro e 18 de dezembro, tivemos uma experiência extremamente salutar. A ocupação das salas de aula atingiu até 70% em alguns dias e não registramos nenhum caso de contaminação entre aluno ou professor, o que nos dá margem para tomar essa decisão agora.

Pouso Alegre

Em Pouso Alegre, na região Sul, o decreto assinado pelo prefeito Rafael Simões (DEM) indica que as escolas deverão realizar a retomada de forma gradual e manter o sistema de ensino remoto, já que a presença em sala de aula não será obrigatória. Segundo o município, pais e alunos poderão decidir sobre o assunto.

Ainda de acordo com o texto, os colégios também deverão garantir distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as carteiras dos estudantes, além de apresentar um protocolo de prevenção à covid-19 aprovado pela Vigilância Sanitária.

Em entrevista ao R7, a secretária de Educação de Pouso Alegre, Leila Fonseca, explicou que cada sala de aula deverá comportar no máximo 30% da capacidade. Os técnicos da pasta ainda estão analisando com as equipes de saúde se o rodízio será semanal ou diário. A cidade conta com 14.350 estudantes na rede muncipal.

Segundo a secretária, membros da prefeitura vão acompanhar os dados epidemiológicos semanalmente para decidir se será possível dar continuidade com cada etapa da retomada nas escolas.

— O retorno será gradual e vamos deixar os alunos maiores por último porque eles têm mais habilidades para acompanhar as atividades remotas que dependem de recursos tecnológicos.

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