Eleições 2018
Minas Gerais Eleitores de BH procuram polícia por não conseguir votar em Bolsonaro

Eleitores de BH procuram polícia por não conseguir votar em Bolsonaro

Ao menos quatro pessoas registraram boletins de ocorrência na capital mineira alegando que não foi possível confirmar o voto; TSE nega falhas

Ademir Alves diz que não conseguiu confirmar voto

Ademir Alves diz que não conseguiu confirmar voto

RecordTV Minas / Diogo Menezes

Ao menos quatro eleitores registraram boletins de ocorrência alegando problemas nas urnas eletrônicas, neste domingo (7), em Belo Horizonte. Os denunciantes relataram que no momento de escolher o candidato à Presidência, o processo teria sido encerrado antes de clicarem a tecla "confirma". Segundo a polícia, todos eles seriam eleitores de Jair Bolsonaro (PSL).

Um dos eleitores é o corretor Ademir Alves, que vota na Escola Estadual Ordem e Progresso, no bairro Nova Gameleira, na região Oeste da capital mineira. Alves procurou a Segunda Delegacia Regional do Barreiro alegando que quando foi registrar o voto de governador e presidente, apareceu uma “mensagem confusa na tela” e, logo em seguida, o aviso de “fim”.

Em uma das ocorrências, uma mulher de 64 anos alegou que não apareceu a foto do candidato. Ela vota no Colégio Cenecista Domiciano Vieira, na região do Barreiro.

No bairro Paquetá, na região da Pampulha, um idoso de 66 anos disse que tentou digitar seu voto por três vezes, mas nenhuma delas foi bem-sucedida. Outro homem de 58 anos alegou que o processo dele foi encerrado antes mesmo de apertar a tecla “confirma”. Ele votou na Escola Municipal Dom Orione, no bairro São Luiz, também na região da Pampulha.

Em todos os casos, os envolvidos informaram o problema aos mesários e assistentes de votação. Em nota, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou que os aparelhos não tenham registrado os votos, principalmente, para candidatos à Presidência. Segundo o órgão, o que teria acontecido é uma diferença na velocidade de processamento dos votos, uma vez que estão sendo usados diferentes tipos de urnas – alguns mais novos que outros.

A Justiça Eleitoral esclareceu fez testes em aparelhos fabricados nos anos de 2008 e 2015 para comprovar a diferença. Segundo o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitora), 337 urnas foram trocadas em Minas Gerais até às 14h15, por apresentar falhas.

Confira a íntegra da nota do TSE:

“A Justiça Eleitoral esclarece que a mensagem que circula em redes sociais e aplicativos de bate-papo sobre a ausência de processamento de todos os votos na urna eletrônica é falsa. A informação falsa trata principalmente do voto para presidente, como se a urna não estivesse processando o voto.

São utilizados diferentes modelos de urnas eletrônicas nas seções eleitorais em Minas Gerais, e a velocidade de processamento e posterior encerramento dos votos, após o eleitor apertar a tecla confirma, é diferente de acordo com o modelo da urna eletrônica. A urna mais atual - modelo 2015 - processa os votos mais rapidamente que a urna mais antiga - por exemplo, modelo 2008.

Para comprovar, foram feitas filmagens na auditoria de votação paralela em duas urnas, uma modelo 2015 e outra modelo 2008, para que o eleitor entenda como se dá o encerramento da votação e tenha a segurança de que todos os seus votos são devidamente registrados pela urna eletrônica.

Ainda, a Justiça Eleitoral esclarece que um vídeo que circula na internet no qual a urna, supostamente, "auto completa" o voto para presidente também é falso. Os vídeos não mostram o teclado da urna, onde uma pessoa digita o restante do voto. Não existe a possibilidade de a urna auto completar o voto do eleitor, e isso pode ser comprovado pela auditoria de votação paralela, nos mesmos vídeos abaixo.”

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