Minas Gerais Empresa que administra UPAs de Contagem (MG) sofre intervenção

Empresa que administra UPAs de Contagem (MG) sofre intervenção

Decisão foi tomada pela prefeitura após denúncias de atrasos em salários de funcionários e falta de medicamentos e insumos básicos

  • Minas Gerais | Regiane Moreira, da Record TV Minas

Intervenção terá duração de seis meses

Intervenção terá duração de seis meses

Reprodução / Record TV Minas

A Prefeitura de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, anunciou, nesta terça-feira (9), que vai intervir na empresa que gerencia várias unidades de Saúde do município.

O contrato entre o Executivo e o Instituto de Gestão e Humanização foi assinado em 2018 e duraria até novembro deste ano. A empresa era responsável por administrar o Hospital Municipal, o Centro Materno e várias UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). O valor atual do contrato é de quase meio bilhão de reais.

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A prefeitura decidiu realizar a intervenção na empresa após receber uma série de denúncias sobre várias irregularidades, incluindo atraso no pagamento de salários, conforme explica a prefeita Marília Campos (PT).

— Tanto a Controladoria-Geral da União quanto o município descobriram irregularidades na prestação de contas. A própria CGU orientou a suspensão deste contrato.

A situação também afetou os pacientes que dependem do Sus (Sistema Único de Saúde). Segundo Marília, o atraso no pagamento de fornecedores causou a falta de insumos e medicamentos básicos em sete unidades de Saúde.

— Recebemos vários relatos de que está faltando antibiótico, remédio contra dor, coisas do tipo.

Segundo a prefeitura, o déficit atual com fornecedores e servidores é de R$ 47 milhões. A intervenção deve durar seis meses, mas, durante este período, o Instituto vai continuar operando com o mesmo CNPJ, mas com uma nova administração e uma nova metodologia.

A reportagem entrou em contato com o Instituto de Gestão e Humanização, mas, até o momento, não obteve retorno.

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