Minas Gerais Empresário suspeito de vacinação clandestina recebe dose em posto

Empresário suspeito de vacinação clandestina recebe dose em posto

Rômulo Lessa, dono de empresa no setor de transportes, foi vacinado oficialmente em um drive-thru, em Belo Horizonte

  • Minas Gerais | Garcia Júnior, da Record TV Minas

Lessa foi vacinado em um posto de drive-thru em BH

Lessa foi vacinado em um posto de drive-thru em BH

DIVULGAÇÃO / MÉRCIA LEMOS / CARLOS MELLES

Suspeito de organizar a vacinação clandestina em uma garagem de ônibus em Belo Horizonte, o empresário Rômulo Lessa foi até um posto oficial de imunização, nesta sexta-feira (9), para receber uma dose do imunizante contra a covid-19.

Conforme registrado pela reportagem, Lessa chegou de carro em um drive-thru montado pela prefeitura no campus da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), no bairro São Luiz, na região da Pampulha.

Em depoimento à Polícia Federal, Lessa confirmou que comprou o medicamento da falsa enfermeira Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, temendo por sua saúde após passar por uma cirurgia.

No entanto, existe a possibilidade de que os medicamentos vendidos e aplicados por Cláudia sejam falsos. Duas pessoas que também teriam sido vacinadas por elas entregaram aos investigadores testes feitos em laboratórios particulares apontando não estarem imunes para a covid-19.

Centenas de pessoas teriam fechado negócio com a suspeita, que na verdade é cuidadora de idosos. Seria cobrado o valor de R$ 600 por pessoa.

Investigação

Rômulo e seu irmão Robson seriam os responsáveis pela compra de supostas vacinas contra a doença em uma garagem de ônibus no mês passado. O caso foi divulgado em março pela revista Piauí. Em depoimento à Polícia Federal, os irmãos confirmaram que adquiriram os supostos imunizantes.

A falsa enfermeira responsável pela aplicação. Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, foi presa no dia 30 de março e solta quatro dias depois. Na casa dela, foram encontrados frascos contendo soro fisiológico.

O lucro com a vacinação teria financiado até mesmo a compra de um carro de quase R$ 60 mil. Além da falsa enfermeira, o filho e o genro dela foram indiciados no processo.

Últimas