Novo Coronavírus

Minas Gerais Empresários confirmam compra clandestina de vacina em MG, diz PF

Empresários confirmam compra clandestina de vacina em MG, diz PF

Investigadores tentam descobrir se os imunizantes são falsos ou se são verdadeiros e foram contrabandeados

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

PF achou material na casa de suposta enfermeira

PF achou material na casa de suposta enfermeira

Reprodução / PF

Empresários do setor de transporte em Minas Gerais confirmaram à Polícia Federal que compraram, clandestinamente, supostas vacinas contra a covid-19.

A informação foi confirmada pela corporação, nesta terça-feira (30). Segundo os investigadores, os irmãos Robson e Rômulo Lessa relataram a negociação durante depoimento prestado espontaneamente, nesta segunda-feira (29).

Conforme imagens divulgadas pelo R7, foram aplicadas em 57 pessoas na garagem da empresa Coordenadas, ligada ao grupo Saritur, no bairro Caiçara, na região Noroeste de Belo Horizonte, no dia 23 de março.

Os imunizantes teriam sido aplicados e vendidos pela suposta enfermeira Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas e pelo filho dela, Igor Torres de Freitas. Os dois e um motorista da família foram conduzidos para prestar esclarecimentos, na tarde desta terça-feira.

"A mulher, que tem passagem por furto, também teria comercializado essas vacinas ilegais para outras pessoas, além dos investigados na operação Camarote", detalhou a Polícia Federal.

Agora, os investigadores querem saber a origem dos medicamentos. Há três suspeitas: : as vacinas terem sido importadas ilegalmente, desviadas do Ministério da Saúde ou de serem falsificadas.

Durante buscas realizadas nesta tarde na casa da enfermeira, os policiais encontraram caixas de isopor, seringas e soro fisiológico.  Os agentes também acharam um cronograma de vacinação no local. O quadro citava "vacina covid Pfizer", acompanhado da data 24 de março de 2021. Ao lado aparece a data de 18 de março.

Em contato com o R7, a Pfizer já havia negado "qualquer tipo" de venda de vacinas para a iniciativa privada tanto no Brasil, quanto em outros países. Desde que o caso foi revelado pela revista Piauí, os irmãos Lessa negavam participação no esquema. A reportagem tenta contato com os empresários.

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