Minas Gerais Ex-delegado é condenado a 17 anos por ligação com "jogo do bicho"

Ex-delegado é condenado a 17 anos por ligação com "jogo do bicho"

Segundo o MP, Wellington Clair de Castro, que também era vereador, recebia mesada de esquema ilegal de venda de cigarros

Delegado foi alvo de duas operações em um dia

Delegado foi alvo de duas operações em um dia

Reprodução/Rede Mais

O ex-delegado da Polícia Civil de Varginha, a 295 km de Belo Horizonte, Wellington Clair de Castro, foi condenado pela Justiça a 17 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de valores.

Ele ainda deve pagar multa de R$ 860 mil por danos morais, devolver R$ 874 mil que recebeu como propina e vai perder os benefícios como ex-agente público. 

Clair de Castro foi denunciado após as investigações resultantes da operação Delta, realizada em outubro do ano passado. Ele já havia sido condenado pela prática de crimes de organização criminosa, corrupção passiva e prevaricação. Agora, de acordo com o Ministério Público, a nova condenação está relacionada ao fato de ter recebido uma "mesada" de pessoas ligadas ao "jogo do bicho" e ao esquema ilegal de venda de cigarros. 

Um segundo réu, que firmou acordo de delação premiada e ajudou nas investigações também foi condenado, mas teve a pena perdoada. 

Duas operações

Em outubro do ano passado, o ex-delegado, que também era vereador na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, a 340 km de Belo Horizonte, foi alvo de duas operações no mesmo dia. Além da Operação Delta, que resultou em duas condenações, ele também foi alvo da Operação Ilusionista, por supostas irregularidades no Detran (Departamento de Trânsito de Minas Gerais).

Considerado um dos chefes de uma organização criminosa, ele foi denunciado 99 vezes por corrupção passiva e usurpação de função pública. Na época, a Justiça determinou o sequestro de R$ 18 milhões em bens para pagamento de multa e dano moral coletivo.

Últimas