Minas Gerais Família de idosa que morreu atropelada em BH pede justiça

Família de idosa que morreu atropelada em BH pede justiça

Mulher atravessava a rua na frente de um ônibus que estava parado no cruzamento, quando o motorista arrancou o veículo

  • Minas Gerais | Kiuane Rodrigues, da Record TV Minas

A família de uma idosa que morreu atropelada por um ônibus em Belo Horizonte, no último domingo (14), pede providências. De acordo com um dos filhos da vítima, Carlos Wanderley Gonzaga, o SetraBH (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte) ainda não procurou a família.

— Ninguém informou nada, não comparecerem e nem deram satisfação. No local (do acidente), tinha um chefe de transporte, mas ele estava lá só para recolher o motorista. O meu irmão procurou a empresa e um funcionário disse que iria passar o telefone da seguradora para que a gente procurasse.

Segundo Carlos, o motorista do coletivo disse que estava exercendo mais de uma função no momento do acidente e por isso não teria visto a idosa. Para Giovanni Gonzaga, outro filho da mulher, faltou atenção do condutor.

— Pelas imagens, eu senti que faltou um pouco de atenção ao motorista, porque ele para o ônibus, olha no retrovisor do meio para ver se os passageiros já desembarcaram e imediatamente coloca o carro em movimento. Se ele olha um pouco abaixo, teria visto a minha mãe.

Reprodução/Record TV Minas

A família quer que providências sejam tomadas para que outras pessoas não sejam vítimas.

— Nada de dinheiro, de reclamação vai trazer minha irmã de volta. O que estamos fazendo aqui é para que isso não aconteça com outras pessoas. Uma empresa grande dessas não toma uma providência, parece que matou uma pessoa sem família. Isso que aconteceu com a minha mãe, eu não desejo para ninguém, mas se ninguém tomar providências, vai acontecer de novo.

A SetraBH disse que lamenta o acidente e alegou que a empresa e a seguradora contratada estão prestando assistência á família.

A Polícia Civil informou que o motorista foi encaminhado para ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito), onde foi ouvido e liberado. As investigações continuam.

O caso

Edite Sabino Gonzaga, de 87 anos, atravessou em frente ao coletivo, que estava parado em um cruzamento. O condutor do veículo não a viu, arrancou o carro e atropeltou a idosa. A vítima morreu no momento do impacto.

Carlos diz que entende as complicações da função de motorista por fazer parte da categoria.

— A função de motorista é complicada, eu sei. Estamos no trânsito pesado, com cabeça quente, muitos problemas acontecendo e ainda colocam o motorista para fazer duas funções, cobrar e dirigir. Não tem condições.

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