Minas Gerais Fechamento do comércio em BH deve durar até o fim de janeiro

Fechamento do comércio em BH deve durar até o fim de janeiro

Comitê de enfrentamento à covid-19 prevê que reflexos das festas de fim de ano ainda vão ser observados na próxima semana

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Só o comércio essencial vai abrir na próxima semana

Só o comércio essencial vai abrir na próxima semana

Ana Gomes / R7

O fechamento do comércio em Belo Horizonte para conter a covid-19 deve durar até o final do mês de janeiro. As restrições, que só liberam os serviços essenciais, começam a valer na próxima segunda-feria (11).

Os calculos são do infectologista Unaí Tupinambás, membro do comitê de combate ao coronavírus na capital mineira. Segundo o especialista, considerando o tempo de incumbação do vírus, surgimento de sintomas e necessidade de atendimento médico, só será possível perceber os resultados do isolamento em duas ou três semanas.

— Antes disso vai ser difícil a gente perceber alguma mudança, mas se observarmos alteração nos dados, a gente revê as medidas.

Tupinambás ainda alerta que o volume de novos casos ainda pode crescer nos próximos dias, mesmo com o isolamento maior.

— Ainda pode piorar um pouco por causa das festas de fim de ano. Acredito que até na próxima semana a gente deve perceber estes reflexos.

Isolamento

A partir da próxima segunda-feira, apenas as atividades consideradas essenciais estarão liberadas. Na lista de atividades proibidas aparecem as lojas de roupas, de sapatos, salões de beleza, clínicas de estética, atividades em formato drive-in, academias, museus, cinemas, teatros, casas de shows, boates, parques de diversão, circos, feiras, exposições, congressos, seminários, além de clubes sociais, de lazer e esportivos.

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A decisão aconteceu após uma reunião entre a equipe de Kalil e o comitê de combate ao coronavírus na cidade. Segundo os médicos que fazem parte do grupo, os números são preocupantes.

O RT, índice que mede o ritmo de transmissão do vírus, passou de 0,96 na última semana para 1,06, nesta quarta-feira, atingindo o alerta amarelo.

A taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos hospitais de Belo Horizonte voltou a subir e atingiu 86,1%, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura. Na terça-feira (5), o percentual era de 83,5%. Já a ocupação de leitos de enfermaria caiu de 65,3% para 63,9%.

A decisão desagradou comerciantes, que representam um dos setores mais afetados. A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte) criticou a decidiu e pediu que o município invista na abertura de leitos.

A instituição se juntou a outras 23 entidades para pedir uma negociação em relação às medidas anunciadas. O grupo tenta uma reunião com o prefeito Alexandre Kalil (PSD) para discutir o assunto. Nesta tarde, empresários de diferentes setores fizeram um protesto em frente à prefeitura.

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