Carnaval 2016
Minas Gerais Folia do bloco "Tchanzinho Zona Norte" também termina em tumulto com a PM

Folia do bloco "Tchanzinho Zona Norte" também termina em tumulto com a PM

Foliões alegam que foram impedidos de entrar na estação de metrô Primeiro de Maio

Folia do bloco "Tchanzinho Zona Norte" também termina em tumulto com a PM

Foliões alegam que estação de metrô foi fechada antes do horário previsto, mas a CBTU garante que o serviço funcionou normalmente

Foliões alegam que estação de metrô foi fechada antes do horário previsto, mas a CBTU garante que o serviço funcionou normalmente

Reprodução

Um novo tumulto entre foliões e a PM (Polícia Militar) foi registrado na noite de sexta-feira (5) em Belo Horizonte. Desta vez, a confusão envolveu integrantes do bloco "Tchanzinho Zona Norte" e aconteceu na estação de metrô Primeiro de Maio, na região norte da capital mineira. 

Segundo publicações de integrantes do bloco nas redes sociais, a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) teria fechado as portas da estação antes do horário previsto, impedindo que os foliões seguissem o trajeto previsto pela organização do evento. A festa iria terminar na Praça da Estação, na região central de BH, onde os foliões se encontrariam com outros dois blocos.   

Ao encontrar os portões fechados, algumas pessoas teriam tentado forçar a entrada no metrô, mas foram impedidas por seguranças da CBTU. De acordo com a PM, um jovem foi detido porque teria ficado bastante exaltado, chutando as grades do metrô. Na confusão, ele teve a camisa rasgada porque tentou resistir à prisão. 

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Em nota, a CBTU informou que os integrantes do bloco carnavalesco "tentaram forçar a entrada na estação Primeiro de Maio" e "tiveram que ser contidos" . Ainda conforme a empresa, "parte do grupo ameaçava derrubar grades da estação.  

A CBTU também informou que "todas as tratativas para o embarque dos foliões do Tchanzinho foram feitas, antecipadamente, com os responsáveis pelo bloco e eles se comprometeram a chegar à estação, no máximo, até as 21h50, o que não ocorreu". Segundo a empresa, o primeiro grupo de foliões chegou à estação às 22h30 e embarcou normalmente.   

Já o segundo grupo, formado por cerca de 1500 pessoas, "teve que aguardar o embarque controlado, posto que existe um limite máximo a ser obedecido por composição e que leva em conta a própria segurança do usuário e a capacidade do trem". A empresa garante ainda que a estação permaneceu aberta até as 23h, encerrando suas atividades dentro do horário previsto.  

A organização do bloco "Tchanzinho Zona Norte" classificou a ação da PM como "truculenta" e informou que ainda neste sábado (6) irá divulgar uma nota sobre o ocorrido. Não há informações de pessoas feridas na confusão.   

Outro tumulto

Na noite de quinta-feira (4), integrantes do "Bloco da Bicicletinha" acusaram a PM de truculência em ação realizada durante o desfile dos foliões na região centro-sul da capital. Na ocasião, um participante teria sido agredido e preso sob a acusação de desobediência.   

Imagens publicadas nas redes sociais também mostram parte da abordagem policial. Em um vídeo, os militares aparecem derrubando a bicicleta de um dos participantes e prendendo o ciclista, o que gerou revolta entre os outros presentes. Para conter a confusão, a PM utilizou bombas de gás lacrimogêneo.  

Em nota, a PM informou que a corporação foi acionada por populares que reclamavam de uma movimentação de um evento de ciclistas que fechava o trânsito na região central. Segundo a PM, "o evento não foi comunicado a nenhum órgão oficial, tampouco ao Batalhão de Trânsito.   

Ainda conforme a PM, ao chegar ao local, o coordenador do Policiamento de Trânsito tentou "verbalizar com os ciclistas para que o grupo liberasse uma das vias sendo, inclusive, ofendido por participantes do referido bloco e que, por isso, foi acionada uma viatura da Rotam (Rondas Táticas Metropolitanas).  

A corporação garante que os policiais foram agredidos pelos foliões, que teriam jogados bicicletas contra a guarnição. Por isso, "revidaram as injustas agressões sofridas e utilizaram de instrumentos de menor potencial ofensivo para restabelecer a ordem pública". A PM afirma ainda que a ação policial foi "necessária, oportuna, legal e proporcional dentro dos limites da lei (legítima defesa própria e da sociedade)".