Fraude em diárias leva todos os vereadores de Centralina (MG) para a cadeia

Cinco foram presos hoje; outros quatro renunciaram para responder em liberdade

Cleison, Ismael, Wandriene, Sônia e Rodrigo foram alvos do MP na segunda fase da operação "Viagem Fantasma"

Cleison, Ismael, Wandriene, Sônia e Rodrigo foram alvos do MP na segunda fase da operação "Viagem Fantasma"

Câmara de Centralina / Divulgação
Hélio, Carla, o presidente Baianinho e Roneslei renunciaram para responder em liberdade

Hélio, Carla, o presidente Baianinho e Roneslei renunciaram para responder em liberdade

Câmara de Centralina / Divulgação

Os 10 mil habitantes de Centralina, no Triângulo Mineiro, elegeram nove vereadores nas últimas eleições. Todos foram presos neste mês por suspeita de fraudar diárias para receber os valores "por fora".  Quatro foram parar na cadeia no dia 19 de janeiro. Os outros cinco acabaram detidos nesta quinta-feira (28) durante a operação "Viagem Fantasma", do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Uberlândia), do Ministério Público de Minas.

O vice-presidente Ismael Pereira Peres (PT), Wandriene Ferreira de Moura (PR), Sonia Martins de Medeiros Rosa (PP), Rodrigo Lucas (SDD) e Cleison Vieira (PDT) foram levados para o presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia. Além deles, um ex-vereador e um ex-servidor da Câmara também foram detidos por suspeita de participação no esquema. 

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Os quatro presos na última semana, Eurípides Batista Ferreira, o Baianinho (PROS), de 53 anos, presidente da Câmara; Hélio Matias de Souza (PSL), de 44 anos, Primeiro Secretário, e Carla Rúbia Bernardino, (SDD), de 43 anos, entraram em acordo com o MP. Eles renunciaram ao mandato e apresentaram uma lista de bens para ressarcir os cofres públicos como em troca de responder ao processo em liberdade. 

A população vai ficar sem representantes legislativos até o início de fevereiro, quando chega ao fim o recesso parlamentar. Os suplentes serão diplomados para completar o mandato.  Os suspeitos respodem pelos crimes de associação criminosa (art. 288 do Código Penal), peculato (art. 312), falsidade ideológica (art.299) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/98).