Funcionários de barragem vão ser indenizados em até R$ 250 mil

Valor para os trabalhadores sobreviventes do rompimento em Brumadinho é referente aos danos morais e materiais causados pela tragédia

Barragem de Brumadinho rompeu em janeiro de 2019

Barragem de Brumadinho rompeu em janeiro de 2019

EFE/ Antonio Lacerda

Os empregados da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH, que sobreviveram ao rompimento da barragem B1 podem receber até R$ 250 mil em indenização pela tragédia que deixou 259 mortos e 11 desaparecidos, em janeiro de 2019.

O valor foi definido em um acordo entre a Vale e sindicatos e é referente apenas às ações trabalhistas. O documento foi homologado pela 5ª Vara do Trabalho de Betim, também na região metropolitana de BH, nesta sexta-feira (24).

Segundo o texto aprovado, os funcionários da mineradora e terceirizados que trabalhavam na mina no momento do colapso têm direto a R$ 150 mil por danos materiais e R$ 100 mil por danos morais.

Aqueles trabalhadores, diretos e terceirizados, que tinham contrato ativo na data do rompimento, mas não estavam no local na hora da tragédia vão receber R$ 80 mil. Já os funcionários com contrato ativo e que estavam afastados por mais de 30 dias terão direito a uma indenização de R$ 40 mil.

Segundo o TRT 3 (Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região), o acordo também vai valer para os empregados da mina da Jangada, que divide terreno com a de Córrego do Feijão.

O documento, assinado em uma audiência por chamada de vídeo, também estabelece que os empregados que estavam na área da barragem B1 na data do estouro terão direito a assistência psicológica e psiquiátrica fornecida pela Vale até 2022.

Ainda de acordo com o TRT, os trabalhadores que não concordarem com os valores não são obrigados a aderir ao plano e podem continuar com ações individuais. Procurada pela reportagem, a Vale confirmou a adesão ao acordo.