Coronavírus

Minas Gerais Funcionários denunciam atraso de benefícios e precariedade na Saritur

Funcionários denunciam atraso de benefícios e precariedade na Saritur

Empresa suspeita de vacinar ilegalmente empresários e políticos em BH já enfrentou greves dos trabalhadores

  • Minas Gerais | Garcia Júnior, da Record TV Minas

Funcionários da Viação Saritur, suspeita de promover vacinação ilegal contra a covid-19, denunciam que a empresa não estaria fazendo o depósito do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aos trabalhadores.

Um funcionário, que prefere não se identificar, afirma que os veículos usados pela empresa estariam em estado precário, com partes quebradas e até mesmo goteira. Ele argumenta que a situação financeira é a mais complicada.

— Tem quase sete anos que eles não depositam o FGTS. Descontam no pagamento mensalmente, mas o saldo lá na Caixa continua zerado. Tem motorista que trabalha lá há 25 anos e está catando latinha para ajudar na renda.

O pagamento de férias também estaria atrasado em quase dois meses e a empresa não estaria pagando hora extra nem o valor extra para os motoristas que também fazem a cobrança da passagem durante as viagens. Esses foram alguns dos motivos que levaram a paralisação de funcionários da Saritur na Grande BH no início de março. Os 150 grevistas reclamavam do atraso no pagamento de salários e férias.

Veja: Filha de funcionário da Saritur diz que o pai teria comprado vacina

Na última quarta-feira (24), uma reportagem da Revista Piauí revelou que empresários e políticos teriam sido imunizados em uma das garagens da Saritur em Belo Horizonte. O funcionário comenta que a situação revolta todos os trabalhadores, já que a empresa não estaria seguindo protocolos básicos de combate à covid-19.

Funcionários relatam precariedade em ônibus

Funcionários relatam precariedade em ônibus

Reprodução / Record TV Minas

— Não tem higiene, não tem álcool em gel, não fornecem máscara aos empregados. Agora os empresários compraram vacina para uso próprio enquanto os motoristas estão expostos. A gente veste a camisa da empresa, mas eles fazem os funcionários de gato e sapato.

A reportagem entrou em contato com a Viação Saritur, mas, até o momento, não obteve retorno.

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