Novo Coronavírus

Minas Gerais Governo de MG diz que não devem faltar leitos durante fase crítica

Governo de MG diz que não devem faltar leitos durante fase crítica

Secretário de Saúde alerta, entretanto, que a população precisa manter isolamento; Estado passa pela semana em que deve registrar mais casos

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Estado acredita garantir atendimentos

Estado acredita garantir atendimentos

Alberto Valdes/EFE - 10.07.2020

Na semana em que Minas Gerais deve registrar o maior número de casos de covid-19, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, avaliou que não deve faltar leitos hospitalares no Estado durante a fase mais crítica da pandemia.

A informação foi divulgada durante entrevista coletiva sobre o avanço do novo coronavírus em Minas, realizada na tarde desta terça-feira (14).

Amaral explica que dois fatores foram decisivos para este cenário. O primeiro é a redução no ritmo contágio do vírus no Estado nas últimas semanas, conhecido como Rt. Em junho, o índice estava próximo a 1,40. Agora, ele está em 1,03. Para que aconteça uma redução da doença, ele precisa estar abaixo de 1.

— Fui enfático há 20 dias ao dizer que precisávamos aumentar o isolamento para reduzir o Rt. Ainda estamos com ele acima de 1, mas esta mudança já mostra que estamos caminhando para uma redução de casos ou pelo menos uma estabilização nas próximas semanas.

O outro fator que, segundo o secretário de Saúde, contribuiu para garantir a assistência médica foi a criação de novos leitos de UTI (unidade de terapia intensiva). No início da pandemia, a rede pública de Minas contava com 2.017 destas unidades. Agora já são mais de 3.350.

Amaral alerta, entretanto, que para garantir a assistência médica a toda a população, os moradores do Estado precisam manter as medidas de proteção e isolamento social.

— Pelo dimensionamento que fizemos, se não houver mudanças de cenário e uma mudança na taxa de transmissão nos próximos dias, é possível passar por esta fase de forma que ninguém fique sem assistência.

Pico

Desde o o fim do mês de maio, as projeções do Governo de Minas indicavam que o Estado deveria atingir o pico da pandemia por volta do dia 15 de julho. Na prática, o pico é o período em que uma região registra o maior número de casos e uma maior procura por atendimentos médicos.

Nesta segunda-feira (13), Amaral revelou que os indicadores apontam que, de fato, o número de infectados está apresentando aumento nesta semana. Contudo, o secretário destacou que só será possível afirmar que houve um pico após passada esta fase.

Segundo Amaral, ainda há a possiblidade de existir um platô no lugar do pico, o que indicaria uma estabilização no número de infectados diariamente, em um nível mais alto, sem haver redução nos próximos dias.

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