Governo de MG estima chegada de vacina contra covid-19 só para 2021

Secretário de Saúde avalia como "pouco provável" a disponibilização do medicamento para a população em geral antes de maio do próximo ano

Secretário diz vacina deve chegar apenas em 2021

Secretário diz vacina deve chegar apenas em 2021

Reprodução / Freepik

O governo de Minas Gerais estima que a população em geral deve ter acesso a uma vacina contra o coronavírus apenas a partir de maio ou junho de 2021, embora existam pesquisas avançadas em várias partes do mundo.

A informação foi divulgada pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, durante coletiva, na tarde desta segunda-feira (29).

— O que se vê é que demora ao menos 18 meses entre as fases de desenvolvimento e a disponibilização para a população como um todo. Primeiro vamos ter testes em menor escala, em seguida em maior escala e só depois teremos efetivamente a produção. Considerando que a epidemia começou em janeiro deste ano, é possível que a vacina chegue apenas no inverno de 2021. Antes disso é pouco provável.

Durante o pronunciamento, Amaral voltou a afirmar que a população mineira deve manter as medidas de proteção contra a doença, principalmente, nos próximos dias. O governo estima que o Estado deve passar pelo pico da pandemia, ou seja, o dia com o maior número de infectados e a maior demanda por atendimento médico, por volta de 15 de julho.

— Estamos em uma semana que tende a ter mais casos. Estamos vendo o crescimento da epidemia seguindo as projeções. Eu gostaria muito para enfatizar para todos que, realmente, se puderem, fiquem em casa e evitem a todo custo qualquer aglomeração.

Em entrevista ao R7 este mês, Amaral já havia avaliado que, embora o Estado tenha um pico previsto para julho, Minas deve passar por outras ondas de crescimento de casos, pelo menos, até meados de 2021.

Reabertura

Questionado sobre o recuo da flexibilização do comércio, após o próprio Governo Estadual permitir a volta de atividades além das não essenciais, o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, avaliou que não houve medidas precipitadas.

Segundo o representante da SES, as orientações foram dadas com base nos dados avaliados pelo Programa Minas Consciente, fornece um pacote de orientações aos prefeitos que concluírem ser possível reativar a economia local.

— Não acho que foram medidas intempestivas ou antecipadas.