Governo de MG sobe o tom e pede para a Grande BH rever abertura

Secretário da gestão Zema disse que cidades adotaram estratégias "divorciadas" do programa de flexibilização elaborado pelo Governo Estadual

Equipe de Zema disse que pode ajudar Grande BH

Equipe de Zema disse que pode ajudar Grande BH

Divulgação / Governo de Minas / Pedro Gontijo

O secretário-geral de Minas Gerais, Mateus Simões, endureceu o tom ao criticar as medidas de flexibilização do isolamento social adotadas nas cidades da região metropolitana de Belo Horizonte e pediu que estes municípios revejam as estratégias.

A solicitação foi feita durante um pronunciamento para a imprensa realizado na tarde desta quarta-feira (17), durante a apresentação dos dados sobre a pandeia de covid-19 no Estado.

O representante do Governo Zema destacou que a situação da pandemia se agravou na Grande BH nas últimas semanas, segundo ele, "coincidentemente após as decisões de reabertura divorciadas dos protocolos" do Minas Conciente - programa do Governo Estadual que orienta os municípios sobre como agir durante a retomada econômica.

Segundo Simões, a preocupação dos prefeitos com a data de abertura do hospital de campanha montado em Belo Horizonte demostrou para o governo "insegurança por parte dos administradores da região metropolitana".

— A Grande BH não ficará sem ajuda do Estado, mas pedimos que a população e os administradores locais percebam os equívocos cometidos até aqui, corrijam sua rota e interrompam as medidas inadequadas que foram adotadas. Peço que se adequem às propostas apresentadas pelo programa Minas Consciente ou adotem programas que sejam capazes de garantir segurança sanitária e capacidade de ampliação da assistência.

Ao afirmar que situação na região tem deixado a SES (Secretaria de Estado de Saúde) em alerta, Simões criticou a Prefeitura de Belo Horizonte ao afirmar que a equipe da capital ainda não teria inaugurado todos os leitos prometidos no início da pandemia.

— Nós precisamos que a prefeitura [de BH] cumpra com seus compromissos de abertura de leitos. Se ela não for capaz de cumprir, precisamos que ela sinalize para que nós possamos fazer um esforço adicional ao que já foi programado.

A reportagem procurou a prefeitura para comentar a crítica, mas aguarda retorno.

Hospital de campanha

Pronto desde o dia 29 de abril, o hospital de campanha montado em Belo Horizonte segue sem data prevista de abertura. Na última semana, Jackson Machado, secretário de saúde da capital mineira, pediu à equipe de Zema para começar a realizar os atendimentos no local, na tentativa de evitar uma sobrecarga da capital com pacientes do interior.

Sobre a solicitação, Carlos Eduardo Amaral, chefe da Saúde Estadual, disse que vai ser reunir com os prefeitos para avaliar o quadro, mas ressaltou que, primeiro, irá optar por abrir leitos em hospitais já existentes.

A estrutura planejada para atender pacientes durante a pandemia conta com 768 leitos, sendo 28 de terapia intensiva. O espaço foi montado no Expominas, centro de convenções localizado na região Oeste da cidade.