Coronavírus

Minas Gerais Governo de MG tem 5 dias para explicar vacinação de servidores

Governo de MG tem 5 dias para explicar vacinação de servidores

MP quer saber se funcionários da Secretaria da Saúde furaram fila ao serem imunizados contra covid; entre eles, o próprio secretário

Secretário alega que não houve irregularidades na lista de vacinados

Secretário alega que não houve irregularidades na lista de vacinados

Orlando Barría/EFE

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) deu cinco dias para o Governo Estadual esclarecer supostas irregularidades na vacinação contra covid-19 envolvendo servidores públicos.

O MP investiga se funcionários da Secretaria de Estado de Saúde furaram fila ao serem imunizados. Entre eles, aparecem trabalhadores concursados, de cargos de confiança, do alto escalão e de áreas técnicas como a assessoria de comunicação. O próprio secretário Carlos Eduardo Amaral foi um dos 500 agentes da pasta vacinados.

As investigações iniciaram após o R7 revelar o caso. Nesta terça-feira (9), a 19ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Belo Horizonte enviou um ofício para a responsável técnica pelas vacinas do Estado pedindo as seguintes informações:

- Cargos das pessoas vacinadas;
- Datas de vacinação;
- Indicação de relação entre o vacinado e os grupos prioritários de imunização.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que servidores que estão em home office foram convocados para receberem as doses da vacina.

O secretário Carlos Eduardo Amaral negou as irregularidades. Segundo ele, os imunizados estão ligados diretamente à força-tarefa que acompanha as ações de combate ao coronavírus no Estado, participando de viagens e reuniões, algumas vezes, em áreas com surto da doença. Outros servidores como os do almoxarifado são considerados essenciais para manutenção da campanha de vacinação.

— Nós não imunizamos toda a Secretaria de Saúde. Apenas os grupos considerados essenciais. Ainda existem muitos outros sem vacina.

A SES infirmou que vai prestar todos os esclarecimentos necessários e solicitados. O caso também é acompanhado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral do Estado.

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