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Minas Gerais Governo de Minas diz que leitos de UTI no Estado se esgotam em 3 dias

Governo de Minas diz que leitos de UTI no Estado se esgotam em 3 dias

Documento de órgão de saúde do Executivo enviado em 15 de junho prevê que Minas alcance 100% das vagas de UTI na quinta (25); hoje, taxa é de 87% 

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli e Pablo Nascimento, do R7

Hoje, 87% dos leitos estão ocupados em Minas

Hoje, 87% dos leitos estão ocupados em Minas

Gil Leonardi/Imprensa MG

Um documento do COES (Centro de Operações de Emergência em Saúde), órgão do Governo de Minas Gerais, detalhou que as ofertas de vaga em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) no Estado podem se esgotar já na próxima quinta-feira (25).

O texto foi enviado no dia 15 de junho para o Comitê de Enfrentamento Covid-19, comitê de crise criado para elaborar medidas de combate à pandemia no Estado. 

Segundo o documento, a data trata-se de uma projeção para estimar quando a ocupação de leitos de terapia intensiva atingiria os 100%. O levantamento considerou a taxa de ocupação e a quantidade de leitos de UTI na data do levantamento para realizar a projeção.

"Trata-se de uma medida hipotética que não tem pretensão de prever com exatidão o esgotamento dos leitos, uma vez que o número de leitos livres depende da dinâmica de utilização de leitos de UTI e transcorrer da pandemia", diz trecho do documento. No documento, o COES também diz que essa previsão gera um "sinal de alerta" para todo o estado. 

Em algumas cidades, como Uberlândia e Ipatinga, por exemplo, os leitos de UTI já se esgotaram. O salto na ocupação dessas vagas de terapia intensiva nas últimas semanas também tem sido vistas em outros municípios. 

Em Belo Horizonte, em menos de um mês, a taxa de ocupação passou de 48% para 84%, mesmo com abertura de 62 leitos. No estado de Minas Gerais, como um todo,  a taxa geral de ocupação de leitos supera os 87%. 

Situação crítica

O documento do COES também detalha que, das 14 regiões de saúde do Estado, 11 estão em situação crítica e outras três em "alerta". Nenhuma das regiões está em situação classificada como "esperada" pelo governo estadual. 

Os indicadores medem a taxa média de transmissão do novo coronavírus por pessoa contaminada e a taxa de ocupação de leitos. 

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