Minas Gerais 'Greve sanitária' tem adesão de 60% dos professores, diz sindicato

'Greve sanitária' tem adesão de 60% dos professores, diz sindicato

Volta às aulas na rede municipal de Belo Horizonte está marcada para segunda (3); escolas particulares voltaram nesta segunda (26)

Nas escolas da rede municipal de Belo Horizonte, ao menos 60% dos professores aderiram à chamada "greve sanitária" por não se considerarem seguros para receber os alunos na retomada das aulas presenciais na capital mineira.

O levantamento é do Sind-Rede, sindicato que representa os trabalhadores em educação da rede pública da cidade. De acordo com calendário da secretaria municipal de Educação, as aulas estão previstas para voltarem na próxima segunda-feira, dia 3 de maio.  

De acordo com a presidente do sindicato, Vanessa Portugal, não há condições para cumprir o protocolo sanitário determinado pela Prefeitura de Belo Horizonte. 

— Não temos como garantir que as crianças usem máscara por mais de 3 horas, que elas não troquem coisas entre elas, que elas cheguem com a roupa higienizada. Que se elas tiverem febre ou algum sintoma, que a família não va mandar para a escola. Então, o que estamos dizendo para os pais? Que nós não podemos dizer que estamos aqui para receber seus filhos com segurança. Não tem condições de segurança, nem para as crianças, nem para os professores.

Aulas voltaram nas escolas particulares de BH

Aulas voltaram nas escolas particulares de BH

Reprodução/RecordTV Minas

Nesta segunda-feira (26), as aulas presenciais foram retomadas na rede particular após 13 meses de interrupção.

De acordo com o Sinep-MG (Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais), a adesão das famílias à retomada das aulas presenciais em Belo Horizonte ficou entre 60% e 80%, acima das expectativas. No entanto, no interior, a situação é diferente, segundo a presidente do sindicato, Zuleica Reis. 

— É através dos prefeitos, a liberação das atividades presenciais. Tivemos a grata satisfação de reabrir depois de mais ude um ano em Belo Horizonte e estamos tentando nas outras cidades da região metropolitana. 

Em toda a região metropolitana de Belo Horizonte são 1.815 escolas particulares de educação infantil, com mais de 60 mil alunos de 0 a 5 anos matriculados. De acordo com Zuleica Reis, as escolas devem ter prioridade para funcionar, casos os índices de transmissão da covid-19 aumentem de novo. 

— Nós estamos trabalhando um novo conceito de retorno às aulas. Acreditamos que, se houver aumento as escolas devem ser as ultimas a fechar e as primeiras a abrir em qualquer circunstância. 

Outro lado

A Prefeitura de Belo Horizonte disse que respeita a posição do sindicato, mas afirmou que a decisão de entrar em greve ou não é de cada servidor. E que só será possível avaliar a efetiva adesão dos professores à paralisação ao longo dessa semana, que está reservada para a finalização da organização do retorno com as crianças. 

Últimas