Hospital de campanha de BH fica pronto, mas ainda não será usado

Estrutura no Expominas custou R$ 50 milhões, mas unidade só receberá pacientes com suspeita de covid-19 se leitos em BH estiverem ocupados

Estrutura do hospital pode atender até 768 pacientes com sintomas da covid-19

Estrutura do hospital pode atender até 768 pacientes com sintomas da covid-19

Divulgação/Imprensa MG/Pedro Gontijo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou, nesta quarta-feira (29), que o hospital de campanha de Belo Horizonte foi concluído. Cerca de R$ 50 milhões foram destinados na construção da estrutura que será destinada para atendimento a pacientes com a covid-19, no centro de convenções Expominas, no bairro Gameleira, na região Oeste da capital mineira. 

De acordo com o Governo de Minas, o hospital tem capacidade para 768 leitos, sendo 740 de enfermaria e outros 28 de estabilização. A segunda fase da obra havia sido entregue no dia 15, quando foram instalados o mobiliário, e feita a adequação elétrica e da rede de esgoto hospitalar. 

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Mesmo pronto, o hospital de campanha ainda não será utilizado, de acordo com o Governo de Minas, visto que as unidades de saúde de Belo Horizonte não estão totalmente ocupadas.

Um levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde, no dia 17, apontou que 84 leitos estavam ocupados com pacientes com sintomas do coronavírus. A capital tem, ao todo, 176 unidades de tratamento intensivo destinadas ao tratamento da doença.

Pacote de obras

Em coletiva de imprensa, Zema anunciou, também, um pacote de obras na saúde do Estado no valor de R$ 645 milhões. O dinheiro é referente ao montante que pago pelas mineradoras Vale e Samarco como compensação pelos rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho. Com ele, Minas vai concluir quatro hospitais regionais que seguem inacabados.

*Estagiária do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli