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Minas Gerais Instituições debatem retorno das aulas presenciais em BH

Instituições debatem retorno das aulas presenciais em BH

Encontro foi marcado pela Defensoria Pública e terá participação do Ministério Público, da prefeitura e sindicatos da categoria

Escolas precisam seguir protocolos de segurança

Escolas precisam seguir protocolos de segurança

Reprodução / Record TV Minas

Representantes de órgãos do poder público devem se reunir na tarde desta segunda-feira (7) para tentar buscar uma solução consensual sobre o retorno das aulas presenciais em Belo Horizonte.

O encontro foi convocado pela Defensoria Pública de Minas Gerais. A expectativa é que estejam presentes membros da prefeitura, da procuradoria de educação do Ministério Público Estadual e dos Sindicatos dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte e dos Professores do Estado de Minas Gerais.

Por enquanto, apenas crianças de 0 a 5 anos podem frequentar as escolas na capital mineira. Diante o cenário, a Defensoria Pública de Minas Gerais pediu à Justiça para determinar que o município implemente um projeto de aulas híbridas e um programa de inclusão digital para alunos e professores.

A prefeitura apresentou na última semana uma norma técnica que estabelece os critérios para retomada ou cancelamento das atividades presenciais. O documento prevê uma fórmula matemática, chamada de percentual de normalidade, baseada no número de casos novos por 100 mil habitantes, mortalidade, letalidade e vacinação para liberar o avanço nas escolas.

Quando o percentual fica abaixo de 50% a recomendação é apenas para aulas virtuais. De 50% a 70%, já há liberação para presença das crianças de até 5 anos nas escolas. De 71% a 80%, os estudantes de 6 a 12 anos podem ser atendidos. Acima disto os alunos de até 18 anos podem retornar.

A SMP (Sociedade Mineira de Pediatria) e a Abenepi (Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil) enviaram um ofício à Prefeitura de Belo Horizonte questionando o modo como o documento foi elaborado, segundo eles, sem apoio de um pediatra. O grupo de médicos ainda defendeu a retomada gradual imediata das aulas para as crianças.

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