Minas Gerais Irmãos são condenados a 32 e 24 anos de prisão por matar advogado

Irmãos são condenados a 32 e 24 anos de prisão por matar advogado

Amigo da vítima é suspeito de ser mandante do crime e aguarda julgamento; Juliano Gomes foi morto em maio do ano passado

  • Minas Gerais | Lucas Eugênio, da Record TV Minas; Lucas Pavenelli, do R7

Corpo foi encontrado após 19 dias desaparecido

Corpo foi encontrado após 19 dias desaparecido

Reprodução/redes sociais

Os dois irmãos acusados de matarem o advogado Juliano César Gomes, de 37 anos, a mando de um amigo dele, foram condenados por crime de homicídio duplamente qualificado, roubo circunstanciado, emprego de arma de fogo e ocultação de cadáver. As penas dos irmãos Jean Fagundes Néris e Júnio Marcos Fagundes Néris são de, respectivamente, 32 e 24 anos de prisão, em regime fechado.

O julgamento dos acusados aconteceu nesta quinta-feira (29), no Tribunal do Júri de Sete Lagoas, a 70 km de Belo Horizonte. Segundo as investigações da Polícia Civil, os irmãos aceitaram uma oferta do advogado Thiago Fonseca Carvalho, para matar Juliano em troca de uma barra de maconha. O crime aconteceu em maio de 2020.

Além dos dois irmãos, Thiago Carvalho foi indiciado no dia 6 de abril deste ano e também aguarda julgamento. Ainda não há data para o júri, já que ele recorreu da decisão da Justiça. Marcos Antônio Alves Néris, pai dos irmãos condenados, também é réu e responde por ocultação de cadáver e resistência à prisão.

Relembre o caso

Juliano César Gomes desapareceu após sair de casa, no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, no dia 21 de maio de 2020. Os familiares procuraram a polícia para tentar descobrir o seu paradeiro.

O carro do advogado foi encontrado dois dias depois, na zona rural de Funilândia, cidade vizinha a Sete Lagoas. O corpo de Juliano só foi localizado após 19 dias desaparecido, no dia 8 de junho, depois que os irmãos foram detidos e confessaram o local da desova. Já o suspeito de ser o mandante do crime, o advogado Thiago Fonseca Carvalho, ficou cinco meses foragido e foi preso em novembro.

A motivação do assassinato seria queima de arquivo. Em 2018, Thiago Carvalho foi preso durante a operação Apate. Ele seria o líder de uma quadrilha que movimentou cerca de R$ 150 milhões em um esquema que envolvia lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. Juliano César Gomes foi relacionado como testemunha no processo e avisou ao colega que, em juízo, iria contar tudo o que sabia.

As investigações apontam que Thiago Carvalho conheceu Jean Fagundes Neris, de 27 anos, e o irmão, Junio Marcos Fagundes Neris, de 21, em uma festa, em Sete Lagoas. Ele teria oferecido uma barra de 1 kg de maconha para que os irmãos vendessem em troca de uma participação no lucro.

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