Coronavírus

Minas Gerais Isolamento social salvou 4 mil vidas em BH desde março, diz secretário

Isolamento social salvou 4 mil vidas em BH desde março, diz secretário

Secretário de saúde Jackson Machado disse que profissionais de saúde estão "cansados" e que população deve rever confraternizações de fim de ano

Para Machado, foram 15 vidas poupadas por dia

Para Machado, foram 15 vidas poupadas por dia

Record TV Minas/Reprodução

As medidas de isolamento social em Belo Horizonte salvaram 15 vidas por dia, nos cálculos da Secretaria Municipal de Saúde. Se levarmos em conta que são 277 dias desde o primeiro caso de covid-19 confirmado na capital mineira, em 16 de março, seriam 4.155 vidas poupadas nesse período.

O dado foi citado nesta sexta-feira (18) pelo secretário de Saúde Jackson Machado, que disse que os profissionais de saúde estão trabalhando de modo incansável, mas que as pessoas devem se prevenir, principalmente neste fim de ano.

— Essas equipes estão cansadas. Temos que pensar neles e tentar evitar o contágio. Primeiro, mantendo o distanciamento social, usar máscaras e fazer a higienização. Falo também das nossas confraternizações. Talvez seja o momento de parar e pensar que não momento para confraternizar. Vamos comemorar em 2021, com todo mundo vacinado. Temos que pensar muito se vale a pena fazer.

Nesta sexta-feira (18), a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou que irá ampliar o horário de funcionamento do comércio, para tentar evitar aglomerações nas lojas durante as compras de fim de ano. O prefeito Alexandre Kalil ainda afirmou que a volta às atividades presenciais nas escolas será definida no início do ano que vem.

Cálculo de leitos

A Prefeitura de Belo Horizonte também afirmou que vai mudar, a partir de hoje, a metodologia de cálculo da ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e enfermaria.

Agora, o boletim epdemiológico utilizará o número real de leitos disponíveis nas redes pública e privada e não mais o número potencial de leitos.

De acordo com Machado, muitos dos leitos que, ao longo do ano, foram reservados para pacientes com covid estão, hoje, com pacientes com outras doenças.

— Não conseguiremos voltar para covid-19 muitos daqueles [leitos] que tínhamos antes.

Levando em consideração essa nova metodologia, Belo Horizonte tem X% dos leitos de UTI ocupados nas redes pública e privada. São 581 leitos disponíveis para pacientes com covid-19, dos quais 70,1% estão ocupados. Antes, a prefeitura considerava o número potencial de leitos de UTI, que poderia chegar a 660 e, por isso, a ocupação seria de 61,7%.

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