Minas Gerais Jovem morto por policial civil após briga em prédio é enterrado

Jovem morto por policial civil após briga em prédio é enterrado

Durante o enterro, familiares da vítima contestaram a versão do delegado responsável pelo caso, que disse que o suspeito agiu em legítima defesa

  • Minas Gerais | Caio Augusto*, do R7, com Akemí Duarte

Câmeras flagraram momento da briga

Câmeras flagraram momento da briga

Divulgação/PCMG

O corpo do modelo Kevin Gesualdo, de 22 anos, foi enterrado nesta terça-feira (12), no cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, na região Oeste de Belo Horizonte. O jovem foi morto pelo seu vizinho, um policial civil, após briga dentro do prédio onde morava. 

Familiares de Gesualdo, que acompanharam o enterro, não acreditam na versão do delegado responsável pelo caso, Rômulo Guimarães Dias, que informou que o policial civil agiu em "legítima defesa". A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva na última segunda-feira (10). 

Segundo a mãe da vítima, Daniela Gesualdo, a ação do policial civil não teve a pretensão de se defender.

— Meu filho foi morto com quatro facadas, todas no peito e no coração, isso não foi uma legítima defesa. 

Daniela ainda disse que perdeu o único filho, além de ressaltar que o filho era uma "pessoa maravilhosa". 

— Maior dor que pode existir na vida é uma mãe e uma pai perder nosso único filho, que era uma pessoa maravilhosa e amado pela família. 

Relembre o caso 

Kevin Gesualdo foi morto por um policial civil dentro do prédio onde morava, no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, na última segunda-feira (10). Imagens das câmeras de segurança do prédio flagraram uma briga entre os homens em um dos corredores do edifício.  

Segundo o boletim de ocorrência, a briga aconteceu após o policial civil Ghabriel Pereira Rodrigues ver o jovem tentando arrombar a porta de entrada do bloco do prédio com um extintor de incêndio. 

Ainda segundo o registro policial, os dois entraram em luta corporal e vizinhos acionaram a PM após verem a cena. Com a chegada dos militares, segundo a PM, Gesualdo continuou com as agressões, foi quando o policial civil golpeou o jovem com uma faca. 

O delegado responsável pelo caso informou que o policial civil foi ouvido e liberado. Segundo Guimarães, Pereira agiu em legítima defesa e irá responder o processo em liberdade. 

No apartamento do jovem, a PM encontrou uma porção de maconha e uma de haxixe e bebidas alcoólicas.

Durante o enterro nesta terça-feira, o advogado da família, Fabiano Lopes, disse que não se pode confirmar que a maconha era de Gesualdo. 

— A ocorrência relata que foi encontrado uma pequena porção de maconha na residencia do jovem. Não sabemos se pertencia ou não ao Gesulado, porque ele não está aqui mais para dizer se era ou não dele. 

A família do jovem, que é cidadão alemão, acionou o consulado da Alemanha no Brasil e contratou um perito particular para investigar o caso.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Lucas Pavanelli

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