Minas Gerais Juiz nega justa causa de mulher demitida por comer pão de queijo

Juiz nega justa causa de mulher demitida por comer pão de queijo

Mercado teria demitido funcionária por comer pão de queijo sem permissão; em sua defesa, a empresa alegou "quebra de confiança entre as partes"

Mulher teria sido demitida por comer pão de queijo

Mulher teria sido demitida por comer pão de queijo

RecordTV Minas

A Justiça do Trabalho determinou a reversão da demissão por justa causa de uma ex-funcionária de um supermercado de Belo Horizonte. Ela teria sido dispensada por ter comido um pão de queijo sem permissão.

De acordo com a mulher, a demissão por justa causa foi aplicada em janeiro deste ano. Ela teria sido flagrada comendo quitute por uma colega de trabalho, que decidiu denunciar o caso para a gerência do estabelecimento.

Alegando não ter cometido nenhuma falta grave, a mulher resolveu entrar na Justiça para que a demissão fosse revertida. Durante o processo, a empresa argumentou que tomou a medida por causa do comportamento da ex-funcionária, que teria “quebrado a confiança existente” entre empregador e funcionária.

Veja: Empresa de Belo Horizonte cria receita de pão de queijo azul

A testemunha que viu a mulher comendo o pão de queijo alegou que a ex-funcionária teria apresentado casos de mau comportamento mas, durante o processo, isso foi desmentido. Os documentos arquivados  no supermercado comprovaram que, em dois anos de trabalho, ela nunca havia sido advertida ou suspensa.

O juiz Fábio Gonzaga de Carvalho, da 48º Vara do Trabalho de Belo Horizonte, concluiu que o supermercado agiu de forma excessiva ao aplicar a justa causa na funcionária. Por isso, a empresa terá que pagar os valores de uma demissão sem justificativa. O supermercado teve um recurso negado pela 11º Turma do TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais), e agora tenta reverter a decisão no Tribunal Superior do Trabalho.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Flavia Martins y Miguel.

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