Minas Gerais Justiça condena 3 mulheres por morte de maratonista em MG

Justiça condena 3 mulheres por morte de maratonista em MG

Crime ocorreu em outubro de 2016 e está relacionado a triângulo amoroso; João Vicente dos Santos foi morto com injeção letal

Três foram condenadas por assassinato

Três foram condenadas por assassinato

Reprodução/Polícia Civil

A Justiça condenou três mulheres pelo envolvimento na morte do maratonista e técnico de enfermagem João Vicente dos Santos, em Alfenas, a 270 km de Belo Horizonte. Ele foi assassinado com uma injeção letal em outubro de 2016 em um crime que teve participação das três. Elas confessaram o crime quatro meses depois. 

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, João Vicente mantinha um caso amoroso com Mariângela Fernandes que, por sua vez, também tinha um relacionamento com Rosângela Augusta de Oliveira. 

A vítima trabalhava com Mariângela em dois hospitais e, frequentemente, pedia empréstimos financeiros a ela. A mulher se incomodou com a situação e, de acordo com o MP, conseguiu convencer a namorada, Pâmela, a planejar e executar o assassinato dele. Conforme a denúncia Pâmela sabia do caso da companheira com a vítima e não aprovava o relacionamento dos dois. 

No dia do crime, 26 de outubro de 2016, as duas atraíram João Vicente para um encontro e o doparam ao colocar uma substância em uma bebida que foi oferecida a ele. Em seguida, eles aplicaram uma injeção letal na vítima. O corpo dele foi levado para uma rodovia na zona rural de Serrania, onde foi enterrado.

A dupla contou, ainda, com a ajuda de Rosângela Augusta de Oliveira.

Mariângela Fernandes e Pâmela Maria de Lima foram condenadas por homicídio duplamente qualificado. Todas as três foram foram, condenadas por ocultação de cadáver e Rosângela também foi condenada pelo crime de receptação.

Pena

Mariângela Fernandes foi condenada a 21 anos de prisão, em regime fechado, e pagamento de cem dias-multa. Pâmela Maria de Lima Gonçalves cumprirá a pena de 16 anos e seis meses de reclusão, também em regime fechado, além de pagamento de 80 dias-multa.

Já Rosângela Augusta de Oliveira foi condenada a três anos de prisão em regime aberto e pagamento de 110 dias-multa.

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