Queda de barragem em minas

Minas Gerais Justiça inglesa analisa processo sobre barragem de Mariana (MG)

Justiça inglesa analisa processo sobre barragem de Mariana (MG)

Grupo de brasileiros pede que empresa estrangeira responsável pela Samarco na época da tragédia pague R$ 33 bilhões em indenizações aos atingidos

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Tragédia deixou 19 mortos e centenas de desabrigados

Tragédia deixou 19 mortos e centenas de desabrigados

Antônio Cruz/Agência Brasil

A Justiça inglesa começou a analisar, na manhã desta quarta-feira (22), um pedido de abertura de processo referente ao desastre de Mariana, a 110 km de Belo Horizonte, que matou 19 pessoas e deixou centenas de desabrigados, em novembro de 2015.

A ação que representa mais de 200 mil atingidos, entre moradores de áreas afetadas, prefeituras e empresas tem como objetivo pedir que a mineradora anglo-australiana BHP Billinton, então controladora da Samarco ao lado da Vale, pague 5 bilhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 33 bilhões na cotação do dia) em indenizações aos afetados pelo rompimento da barragem de Fundão.

As audiências acontecem na cidade de Manchester, no Noroeste da Inglaterra. Na prática, os juízes da corte britânica vão decidir se a ação pode correr no país ou se o processo deverá seguir apenas no Brasil.

O julgamento terá duração de oito dias. Parte do período vai ser usado pela defesa da BHP Billinton e outra parte pelo escritório de advocacia PGMBM, que representa os atingidos pela tragédia. Um grupo de brasileiros foi à cidade britânica acompanhar as audiências, entre eles, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior (Cidadania).

A reportagem procurou a equipe da BHP Billinton no Brasil para comentar o processo, mas ainda aguarda retorno. Em documento enviado à corte inglesa, os advogados da companhia defenderam que a ação em terras britânicas não irá gerar "benefícios tangíveis" às vítimas.

"O processo não tem propósito ou utilidade e, se autorizado a continuar, representará enorme peso para o tribunal", destacou a defesa.

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