Minas Gerais Justiça manda redes sociais excluírem fake news sobre ativista

Justiça manda redes sociais excluírem fake news sobre ativista

Dois perfis divulgaram relatos falsos indicando que a vítima estaria envolvida em um esquema de prostituição; juiz também quer dados dos autores

  • Minas Gerais | Caio Silva*, do R7

Justiça quer dados de responsáveis por publicações

Justiça quer dados de responsáveis por publicações

Divulgação/Pixabay

A Justiça determinou que o Facebook, Google e o Twitter excluam postagem de "fake news" publicadas em redes sociais contra uma ativista política de Belo Horizonte.

A decisão foi assinada pelo juiz Pedro Camara Raposo Lopes, da 33ª Vara Cível da Comarca de BH, nesta terça-feira (22).

Na ação, a internauta alegou que dois perfis inventaram e divulgaram que ela seria acusada de promover o agenciamento de pessoas para a prática da prostituição.

Ainda segundo a ativista, que é militante política e defensora dos direitos das mulheres, os textos com difamações sugerem o envolvimento de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e outras pessoas públicas no suposto esquema criminoso. 

De acordo com as investigações, as informações falsas foram propagadas devido à atuação da internauta em movimentos políticos progressistas.

O juiz Pedro Camara Raposo Lopes deu o prazo de 48 horas para que as empresas citadas retirem do ar os conteúdos indicados pela vítima. As companhias também terão 10 dias para informem os dados pessoais dos perfis citados, para que seja possível identificar os autores das publicações.

A reportagem procurou o Facebook, Twitter e o Google para comentar a decisão, mas aguarda retorno.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Nascimento 

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