Minas Gerais Justiça rejeita denúncia contra tatuador que ameaçou Bolsonaro

Justiça rejeita denúncia contra tatuador que ameaçou Bolsonaro

Decisão vai contra pedido do Ministério Público Federal, que queria a condenação do homem de 25 anos com base na Lei de Segurança Nacional

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli e Pablo Nascimento, do R7

Homem publicou mensagens em rede social

Homem publicou mensagens em rede social

Reprodução / Redes Sociais

A Justiça Federal em Varginha, a 300 km de Belo Horizonte, rejeitou a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) contra um homem de 25 anos que ameaçou matar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante um evento na cidade de Três Corações, a 290 km de Belo Horizonte, em novembro de 2019.

De acordo com a 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Varginha, a denúncia contra o tatuador foi rejeitada na quinta-feira passada, dia 3 de dezembro, e divulgada hoje. O caso tramita em segredo de justiça.

O MPF apresentou denúncia no dia 1º de dezembro, pedindo a condenação do homem por "atentar contra a liberdade pessoal" do presidente, crime previsto no artigo 28, da Lei de Segurança Nacional.

Relembre o caso

O episódio aconteceu em novembro de 2019, quando Bolsonaro participou da formatura de uma turma do Exército na cidade do Sul de Minas Gerais. O denunciado, que trabalhava como faxineiro do evento, publicou uma série de vídeos e fotos nas redes sociais indicando que se preparava para atacar o presidente durante a cerimônia.

Segundo a Polícia Federal, ao todo foram feitas cinco publicações relacionadas ao evento. Na primeira delas, o jovem escreveu: "Inicia-se aqui a sequência de histórias onde estou infiltrado na toca do lobo, melhor dizendo, Exército Brasileiro".

Em seguida, o investigado postou um vídeo em que aparecia afiando o cabo de uma escova de dente para criar uma arma perfurante improvisada, conhecida no meio policial como "estoque".

"Agora estou analisando toda a situação, toda a área aqui, para botar meu plano de que na hora que Bolsonaro chegar aqui, eu vou acertar ele"(sic), disse o homem em outra gravação.

O suspeito foi preso antes da formatura e foi liberado após prestar esclarecimentos, quando o evento já havia acabado. De acordo com a PF, não houve necessidade de mantê-lo preso. Jovem alegou que a situação “não passou de uma brincadeira”.

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