Novo Coronavírus

Minas Gerais Kalil diz que não conseguiu comprar vacinas direto com laboratórios

Kalil diz que não conseguiu comprar vacinas direto com laboratórios

Plano era adquirir 4 milhões de doses; segundo o prefeito de BH, cidade consegue vacinar 50 mil pessoas por dia, mas falta vacina

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Declaração foi feita em reunião na Câmara

Declaração foi feita em reunião na Câmara

Amira Hissa/PBH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), declarou, nesta segunda-feira (10), que a prefeitura não conseguiu comprar o estoque de 4 milhões de vacinas contra a covid-19 diretamente com os laboratórios, conforme planejado.

A expectativa da administração municipal era adquirir um lote suficiente para imunizar os 2.375.151 moradores da capital mineira.

A informação foi revelada durante reunião de prestações de conta referente a 2020, realizada na Câmara Municipal. No momento, o vereador Irlan Melo (PSD) havia perguntado se o prefeito vai seguir com o plano de comprar vacinas junto com o consórcio nacional de municípios que tenta viabilizar a negociação. Os vereadores já autorizaram a participação da capital mineira no projeto.

— Não queremos ficar de fora de qualquer oportunidade, mas quero informar à toda Câmar que procuramos todos os laboratórios de vacinas que tenham aprovação da Anvisa e recebemos um solene "não".

Conforme mostrado pela reportagem, após não conseguir fechar negócio para aquisição da vacina russa Sputnik V, a prefeitura começou a sondar os fabricantes da Janssen e a AstraZeneca.

Ainda segundo Kalil, Belo Horizonte tem a capacidade de vacinar 50 mil pessoas por dia, mas segundo ele, faltam doses. Por enquanto, a cidade depende totalmente dos lotes enviados pelo Ministério da Saúde.

— Sendo muito sincero, o que podemos fazer é o que estamos fazendo hoje: dobrando a quantidade de postos de saúde para evitar o tumulto. Hoje estamos mudando as estratégias porque estão chegando mais vacinas.

Balanço

Durante a prestação de contas, o prefeito ressaltou que o orçamento de Belo Horizonte fechou 2020 com superávit de R$ 390 milhões, diante os gastos de R$ 12,73 bilhões.

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Segundo Kalil, no período, o número de leitos de enfermarias sob responsabilidade da prefeitura saltou de 133 para 1.115, enquanto o de UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) passou de 101 para 741. A prefeitura também contratou 2.015 profissionais da saúde para recompor as equipes. O prefeito ainda comentou sobre investimentos em assistência social, obras e socorro econômico ao comércio.

— O ano de 2020 foi muito desafiador para Belo Horizonte, iniciando com o mês de janeiro mais chuvoso da história da capital, seguido do impacto da pandemia de covid-19.

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