Protestos pelo Brasil
Minas Gerais Manifestação contra Dilma reuniu 24 mil pessoas na praça da Liberdade, em BH

Manifestação contra Dilma reuniu 24 mil pessoas na praça da Liberdade, em BH

Movimento se dispersou no início da tarde, quando os participantes seguiram para a Savassi

Manifestação contra Dilma reuniu 24 mil pessoas na praça da Liberdade, em BH

No dia em que o Brasil completou 30 anos do fim da ditadura, 24 mil pessoas saíram de casa em Belo Horizonte para pedir a deposição da presente Dilma Rousseff. O ponto de encontro neste domingo (15) na capital mineira foi a praça da Liberdade, símbolo da região centro-sul da cidade e antiga sede do governo de Minas. Segundo a Polícia Militar, não houve registro de ocorrências graves.

A concentração pró-impeachment e anti-PT começou por volta das 9h30, com a presença de 4.000 pessoas. Ao meio-dia, a praça estava tomada por participantes, que começaram a se dispersar no início da tarde. Parte do movimento foi em direção à praça da Savassi, área nobre de BH, enquanto alguns manifestantes seguiram para a praça Sete, no centro.

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Com apitos, panelas, faixas, cartazes e vestidos em maioria com a camisa da Seleção Brasileira, o grupo gritava palavras de ordem "contra a roubalheira" e pedia "salva de palmas para a PM''. Dois carros de som comandam o movimento.

Em um deles, o assistente jurídico Renato Correia, de 36 anos, usava um microfone para "ajudar a coordenar" e manter o tom "pacífico" da manifestação.

— A gente está cobrando responsabilização dos investigados da Operação Lava Jato e transparência dos recursos.

O participante diz que o impeachment "deve ser estudado", pois, segundo ele, a presidente sabia do que acontecia na Petrobras. O assistente acredita que o mandato de Michel Temer (PMDB), que assumiria o cargo, seria "temporário".

— Ele não é melhor nem pior. Entraria temporariamente para convocar novas eleições.

O ato foi convocado pelos movimentos Vem Pra Rua, Brava Gente, Patriotas e Revoltados Online. Os grupos garantem que são apartidários e que não aceitam propostas de golpe militar, mas receberam o aval de partidos de oposição, como o PSDB, DEM e Solidariedade para irem às ruas.

Ainda assim, diversos manifestantes mostravam adesivos do senador Aécio Neves, usado durante a campanha presidencial, e outro criado especialmente para o evento, com a frase "Não vamos nos dispersar", dita tanto por Tancredo Neves como pelo ex-governador de Minas. Faixas pedindo "intervenção militar" também fizeram parte do protesto.

Contra Dilma e contra o impeachment

Com bandeiras menos "radicais" o Vem Pra Rua destaca em seu manifesto na internet que é contra o impeachment porque não há fato jurídico que o justifique. A neurocientista Carla Girodo, que integra o Vem Pra Rua e o Revoltados Online, afirma que não se pode "combater uma ditadura, entre aspas, bolivariana, defendendo outro regime autocrático".

— Nossa bandeira é a democracia, a ética na política, o Estado eficiente e desinchado e redução da carga tributária. O Brasil tem tudo para ser uma potência mas está sendo uma "impotência". Um exemplo de lugar que vemos como deu certo é a Alemanha, que vive a liberdade econômica, estimula o empreendedorismo e permite a geração de riqueza.

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