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Minas Gerais Médicos questionam critérios para aulas presenciais em BH

Médicos questionam critérios para aulas presenciais em BH

Membros da Sociedade Mineira de Pediatria e da Associação de Psiquiatria Infantil defendem retorno presencial para crianças

Por enquanto, apenas crianças de até 5 anos têm aulas

Por enquanto, apenas crianças de até 5 anos têm aulas

Reprodução / Freepik

A SMP (Sociedade Mineira de Pediatria) e a Abenepi (Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil) enviaram um ofício à Prefeitura de Belo Horizonte questionando os critérios estabelecidos pela prefeitura para o retorno ou suspensão das aulas presenciais na cidade.

O grupo de médicos questionam o modo como o documento foi elaborado e afirmam que o município não consultou pediatras para estabelecer as métricas. As associações ainda afirmam que o retorno presencial das crianças com mais de 6 anos é possível e seguro neste momento.

"Compreendemos o zelo do Comitê em evitar uma situação de caos, com aumento súbito de casos e colapso do Sistema de Saúde; entretanto, o acompanhamento rigoroso de indicadores como o índice de transmissão e a ocupação de leitos, tal como já vem sendo realizado pela PBH, podem também ser norteadores da decisão de reabrir ou fechar as escolas, da mesma forma que já ocorre para outros serviços essenciais", destaca trecho do documento.

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A norma técnica da prefeitura estabelece uma fórmula matemática, chamada de percentual de normalidade, baseada no número de casos novos por 100 mil habitantes, mortalidade, letalidade e vacinação para liberar o avanço nas escolas.

Quando o percentual fica abaixo de 50% a recomendação é apenas para aulas virtuais. De 50% a 70%, já há liberação para presença das crianças de até 5 anos nas escolas. De 71% a 80%, os estudantes de 6 a 12 anos podem ser atendidos. Acima disto os alunos de até 18 anos podem retornar.

Além de mais participação nas discussões sobre o assunto, as instituições pedem a imediata retomada gradual das aulas.

"Vivemos uma situação de emergência em saúde pública na pandemia, ao que se refere a saúde mental de nossas crianças, que representam a esperança de uma sociedade melhor e mais igualitária e merecem toda nossa atenção. O fechamento das escolas há mais de um ano trouxe consequências nefastas e irreparáveis para elas e para suas famílias. Vários estudos demonstraram que a reabertura segura, especialmente para crianças abaixo de 10 anos de idade, não ocasionou aumento da transmissão sustentada do SARS-Cov-2 na população", avaliam os médicos.

Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que recebeu o ofício e que irá encaminhar o documento para avaliação do comitê de enfrentamento à pandemia de covid-19. Por enquanto, apenas as crianças de 0 a 5 anos frequentas as aulas presenciais na capital mineira, seguindo os critérios estabelecidos pelo município.

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