Coronavírus

Minas Gerais MG: esposa de professor também teria tomado 4 vacinas da covid-19

MG: esposa de professor também teria tomado 4 vacinas da covid-19

Moradora de Viçosa (MG) teria recebido duas doses da Coronavac, uma da Pfizer e outra da Astrazeneca; caso ainda é investigado

Mulher tomou doses de três vacinas diferentes

Mulher tomou doses de três vacinas diferentes

Divulgação / SES-MG

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) informou que a esposa do professor universitário de Viçosa, a 230 km de Belo Horizonte, suspeito de tomar quatro vacinas contra a covid-19 também teria se imunizado quatro vezes.

Segundo o órgão, a mulher teria utilizado a mesma estratégia adotada pelo docente, recebendo duas doses da Coronavac e uma da Pfizer na cidade em que moram e mais uma vacina da Astrazeneca no Rio de Janeiro. O caso segue sendo investigado pelo Ministério Público.

O esquema utilizado pelo professor universitário foi descoberto após ele receber a aplicação do imunizante da Pfizer. Segundo a Prefeitura de Viçosa, o suspeito teria procurado o local de vacinação alegando ter perdido a data de sua faixa etária, de 61 anos. O servidor da unidade de Saúde teria aplicado a dose da Pfizer e só depois lançado os dados do paciente no sistema do Ministério da Saúde. Neste momento, ele descobriu que o homem já havia recebido outras três doses de imunizantes.

Após a divulgação do caso, o Ministério Público anunciou que vai investigar as denúncias de pessoas que teriam tomado mais de duas doses da vacina contra a covid-19 em Minas Gerais. A “revacinação” seria enquadrada como crime de estelionato, com a punição variando de um a cinco anos de prisão, com o acréscimo de um terço da pena pelo crime ter sido praticado contra o Poder Público, além de multa.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais já recebeu denúncias de outras cidades, como Juiz de Fora e Barbacena. O Ministério Público, por outro lado, já entrou com uma ação pedindo R$ 2 milhões de reparação a um casal que teria tomado três doses de vacinas contra a covid-19 em Belo Horizonte e Rio Novo, a 297 km da capital mineira.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Flavia Martins y Miguel.

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