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Minas Gerais Minas nega proposta de R$ 29 bi da Vale por danos em Brumadinho

Minas nega proposta de R$ 29 bi da Vale por danos em Brumadinho

Valor apresentado pela mineradora é pouco mais da metade do que foi pedido pelo Governo de Minas na proposta de acordo

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7, com Helen Oliveira, da RecordTV Minas

Audiência terminou, mais uma vez, sem acordo entre Vale e Governo de Minas

Audiência terminou, mais uma vez, sem acordo entre Vale e Governo de Minas

Akemí Duarte/RecordTV Minas

O Governo de Minas negou a contraproposta da mineradora Vale de pagar R$ 29 bilhões pelos danos econômicos e sociais causadas pela empresa devido ao rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em janeiro de 2019.

O desastre completa dois anos na próxima segunda-feira (25). Com a negativa, a audiência de conciliação entre as partes terminou, novamente, sem um acordo. 

O valor oferecido pela Vale é pouco mais da metade dos R$ 54 bilhões calculados pelo Governo de Minas e pedido, formalmente, no acordo. A primeira proposta da mineradora foi de R$ 16,5 bilhões - dos quais R$ 3,6 bilhões já foram pagos seja por meio de auxílio emergencial aos atingidos ou em adiantamento ao governo estadual. 

Segundo o Procurador da República Edilson Vitorelli, que acompanha as negociações desde o ano passado, as instituições estão unidas em busca de um acordo, mas o valor oferecido pela mineradora, ainda é baixo. 

- O valor oferecido está muito aquém das necessidades do estado e das pessoas atingidas

O Tribunal de Justiça tem mediado a possibilidade de um acordo por danos econômicos causados pela empresa ao Estado de Minas Gerais em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro do ano passado.

Cálculo

De acordo com o Executivo, um estudo feito pela FJP (Fundação João Pinheiro) calculou em R$ 28 bilhões os prejuízos econômicos que o rompimento da barragem de Brumadinho causou aos cofres estaduais. O Governo ainda cobra outros R$ 26 bilhões pelos danos morais e sociais causados pela tragédia.

Conforme a proposta assinada pelo Governo de Minas, a utilização dos recursos deve estar vinculada a projetos específicos, como a universalização do saneamento básico na região do rio Paraopeba, reformas das escolas estaduais da região, a construção de um rodoanel e a garantia de abastecimento de água para a região metropolitana de Belo Horizonte.

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