Minas vai comprar respiradores da China e estuda como 'driblar' EUA

Estado trabalha para ampliar de 6 mil para 8 mil número de aparelhos, que são essenciais para tratamento de casos graves de Covid-19

Estado quer incentivar produção de respiradores em Minas

Estado quer incentivar produção de respiradores em Minas

Divulgação/Imprensa MG/Gil Leonardi

O Governo de Minas trabalha em quatro frentes para ampliar em até um terço o número de respiradores hospitalares no Estado. Hoje, somando as redes pública e privada, são cerca de 6,3 mil desses aparelhos, mas mais de 90% deles já está em uso. A ideia é ampliar esse número para 8,3 mil. 

Além de consertar equipamentos que estão estragados e, por isso, sem utilização nos hospitais de todo o Estado, o Governo de Minas também busca incentivar projetos locais de construção de novos respiradores e até adquirir aparelhos usados que estão em condições de uso. 

Até o momento, 250 respiradores foram consertados. Nesta semana, o governador Romeu Zema (Novo) visitou uma empresa de soluções tecnológicas em Belo Horizonte que tem um projeto para desenvolver respiradores para o tratamento da Covid-19. 

FAB transporta respiradores do RJ para serem consertados em BH

De acordo com o secretário-geral do Governo, Mateus Simões (Novo), o objetivo final é expandir em mais 2 mil o número de respiradores no Estado.  

— Se trata de aumentar em mais de 60% o volume de leitos públicos, com respiradores

Negócio da China

Uma outra alternativa, que também está no radar do governador Romeu Zema (Novo) é comprar os aparelhos diretamente da China. Mas, nesse caso, há um detalhe que também deve ser levado em conta: evitar que aconteça o mesmo que houve com os governos da Bahia e do Ceará, um "confisco" dos equipamentos pelo governo dos Estados Unidos. 

No início do mês, uma encomenda de 600 respiradores (400 para o governo baiano e 200 para o cearense) no valor de R$ 42 milhões foi cancelada pela China depois que o carregamento foi retido pelo governo norte-americano no aeroporto de Miami. 

Para evitar que o mesmo aconteça em Minas, o Estado estuda novas rotas comerciais, que não façam escala nos Estados Unidos. 

— Todas as precauções estão sendo tomadas para evitar compras através dos EUA. Isso depende do meio de exportação, mas existem dezenas de rotas e poucas passam por lá.