Queda de barragem em minas

Minas Gerais Mineradora afirma que barragens passaram por fiscalização em julho e estavam legais

Mineradora afirma que barragens passaram por fiscalização em julho e estavam legais

Samarco informou também que a terceira barragem da empresa teve as atividades suspensas

  • Minas Gerais | Thaís Mota, do R7

Em nota divulgada à imprensa na manhã desta sexta-feira (6), a Samarco Mineração informou que as duas barragens - Fundão e Santarém - que se romperam em Mariana, na região central de Minas Gerais, passaram por uma fiscalização em julho de 2015 que indicou que ambas encontravam-se em "totais condições de segurança".  

Ainda conforme a empresa, a barragem de Germano, que também fica nas proximidades, teve suas atividades suspensas. No entanto, a mineradora não confirma a possibilidade de rompimento da unidade, como foi informado anteriormente pelo major do Corpo de Bombeiros, Rubem Cruz.  

A Samarco também informou que as barragens são compostas por quatro estruturas - barragens de Germano, Fundão, Santarém e Cava de Germano - e que todas possuem Licenças de Operação concedidas pela Supram (Superintendência Regional de Regularização Ambiental).  

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Além da fiscalização do órgão ambiental, a Samarco também "realiza inspeções próprias, conforme Lei Federal de Segurança de Barragens, e conta com equipe de operação em turno de 24 horas para manutenção e identificação, de forma imediata, de qualquer anormalidade".     

Em relação ao risco de toxidade da lama, a mineradora informou que o rejeito é inerte. "Ele é composto, em sua maior parte, por sílica (areia) proveniente do beneficiamento do minério de ferro e não apresenta nenhum elemento químico que seja danoso à saúde".  

A empresa ainda não sabe as causas do acidente, mas o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília informou que dois abalos sísmicos foram registrados na região onde estão localizadas as barragens algumas horas antes do rompimento.   

Vítimas

Até o momento, o Corpo de Bombeiros confirma apenas uma morte. No entanto, o Metabase (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana) informou que 15 ou 16 pessoas estariam mortas e, aproximadamente, 45 desaparecidas. Mas, ainda não há um balanço oficial sobre as vítimas.   

Todas as vítimas com ferimentos estão sendo socorridas para o pronto atendimento no hospital do município de Mariana e demais municípios próximos. Já os desabrigados, que já chegam a 500 pessoas, estão sendo levados para um ginásio e um centro de convenções em Mariana.  

Equipes formadas por militares do Corpo de Bombeiros, PM (Polícia Militar), Exército, agentes da Defesa Civil e funcionários da Samarco Minerações continuam as buscas por pessoas desaparecidas e também resgatam moradores de outros distritos e também de cidades vizinhas que foram atingidas pela lama.  

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