Minas Gerais "Minicrocodilo" que viveu em MG há 80 milhões de anos é descoberto

"Minicrocodilo" que viveu em MG há 80 milhões de anos é descoberto

Fóssil foi identificado por pesquisadores quase seis décadas após ter sido encontrado em um posto de combustível em Uberaba

Pesquisadores identificaram uma nova espécie de crocodilo que viveu em Uberaba, a 481 km de Belo Horizonte, no período cretáceo, há aproximadamente 80 milhões de anos.

O réptil media apenas 40 centímetros. Segundo os cientistas, a espécie se alimentava de plantas e pequenos animais.

Animal media apenas 40 centímetros

Animal media apenas 40 centímetros

Reprodução / Record TV Minas

A identificação aconteceu quase seis décadas após o fóssil da mandíbula esquerda do animal ser encontrado durante uma escavação de um poço em um posto de gasolina, às margens da BR-050, no município mineiro.

Ele estava guardado no Departamento Nacional de Produção Mineral e depois enviada ao Museu de Ciências da Terra, no Rio de Janeiro, desde 1966.

A espécie foi batizada pelos paleontólogos como Eptalofosuchus viridi, que significa “o crocodilo das sete colinas”, um apelido da cidade de Uberaba, conhecida como cidade das sete colinas. “Viridi” significa verde, devido a coloração do fóssil e da rocha.

O professor e pesquisador Thiago da Silva Marinho, um dos responsável pela identificação, explicou que o animal, mesmo sendo parente dos jacarés e crocodilos atuais, era mais terrestre e tinha hábitos alimentares diferentes.

— Isso é muito chamativo. Nós nunca pensamos em um crocodilo ou jacaré comendo plantas, mas no período cretáceo tinha esses crocodiliformes, que são parentes dos crocodilos e jacarés atuais, e, muitos deles, tinham uma dieta com componentes de plantas.

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Na cidade, é comum que escavações para construção de prédios e outras obras encontrem fósseis do período cretáceo. A nova identificação animou os pesquisadores sobre possíveis descobertas na região.

A descoberta contou com a colaboração de estudiosos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, do Museu de Ciências Naturais de Buenos Aires, da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) e da USP (Universidade de São Paulo).

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