febre amarela

Minas Gerais Mosquitos modificados para reduzir doenças virais são soltos em BH

Mosquitos modificados para reduzir doenças virais são soltos em BH

Mosquitos carregam a bactéria Wolbachia e são capazes de reduzir casos de dengue, febre amarela, zika e chikungunya; ministro da Saúde esteve presente

O primeiro lote de mosquitos modificados para o combate à doenças virais foi solto em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (5). Os insetos carregam uma bactéria capaz de reduzir a transmissão da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O evento contou com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

O projeto é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz desde 2012. Os pesquisadores colocam a bactéria Wolbachia nos mosquitos e o microorganismo impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do inseto. O secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Arnaldo Correria de Medeiros, falou sobre os resultados anteriores dessa ação.

— Você tem cerca de 77% de redução nos casos de chikungunya e 50% de redução dos casos de dengue. O método tem uma eficácia bastante comprovada.

Ministro da Saúde participou da soltura dos mosquitos

Ministro da Saúde participou da soltura dos mosquitos

Record TV Minas

Belo Horizonte é a primeira cidade do Brasil a abrigar uma biofábrica, que irá garantir a execução do projeto. O objetivo é soltar cerca de 275 mil mosquitos por semana na capital, começando por Venda Nova. O secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, espera que o projeto seja expandido para outras áreas da cidade.

— Nós sabemos que a dengue não escolhe uma região para acontecer, por isso o planejamento é que, com tempo, isso seja implantado em todas as regiões da cidade.

Veja: Ministro prevê divisão igual da vacina contra covid entre os Estados

Desde a soltura dos primeiros mosquitos modificados, em 2014, a cobertura do projeto Wolbachia já alcançou quase 1,5 milhão de pessoas, e Minas gerais é o segundo Estado a participar do programa. Apesar da eficácia do experimento, o coordenador do projeto, Luciano Moreira, destaca que a população também precisa colaborar.

— O método é complementar. As pessoas precisam continuar fazendo o dever de casa, removendo os criadouros, e, caso necessário, os municípios devem utilizar o inseticida.

Últimas