Marília Mendonça

Minas Gerais Motores do avião que caiu com Marília Mendonça são retirados

Motores do avião que caiu com Marília Mendonça são retirados

Equipamentos se soltaram devido ao forte choque da aeronave contra as pedras de uma cachoeira no interior de Minas

  • Minas Gerais | Marcos Guimarães, da TV Leste

Um dos motores do avião que caiu com a cantora Marília Mendonça é retirado da mata

Um dos motores do avião que caiu com a cantora Marília Mendonça é retirado da mata

Divulgação

Os dois motores do avião que transportava a cantora Marília Mendonça na última sexta-feira (5) foram retirados na tarde de hoje. Desde o último sábado, uma empresa recolhe a estrutura do bimotor, que caiu em uma região de cachoeiras na zona rural da cidade de Piedade de Caratinga, a cerca de 295 quilômetros de Belo Horizonte. 

Os dois motores se soltaram do avião com o impacto do acidente. Segundo fontes ouvidas pelo repórter da Record TV e colunista do R7 Luiz Fara Monteiro, isso mostra que os motores foram as primeiras partes do avião a bater no solo e que a força extrema da colisão fez com que fossem arremessados para longe da aeronave. 

Ainda segundo os especialistas, os motores provavelmente estavam na fuselagem do avião até a queda — ou seja, nenhum deles havia se soltado antes. Isso aconteceu mesmo em um terreno irregular e cheio de pedras, o que revelaria a intensidade do choque entre o avião e o solo.

Marília Mendonça viajava a trabalho e faria um show na cidade de Caratinga poucas horas depois do acidente. Além dela, havia mais quatro pessoas a bordo: o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Anicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. Todos morreram. 

Perícia

Com a retirada dos motores da aeronave, toda a estrutura do avião foi removida do local. Na noite de sábado (7), a carcaça da aeronave foi içada com um guindaste e colocada em um caminhão. No dia seguinte, foi levada para um hangar no aeroporto de Caratinga, onde será realizada a segunda etapa da perícia.

Investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) foram enviados a Minas Gerais de uma das bases regionais do órgão, localizada no Rio de Janeiro. A apuração da FAB busca identificar as causas do acidente para prevenir episódios semelhantes. O apontamento de possíveis responsabilidades ficará a cargo da polícia.

No local, os investigadores da Aeronáutica ouvem testemunhas que possam dar informações sobre o trajeto. Também fotografam as cenas, reúnem documentos e retiram partes da aeronave para análise. Segundo a FAB, não existe um tempo previsto para a duração dessas primeiras medidas. O prazo depende da complexidade da ocorrência.

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