Minas Gerais MP acusa 16 vereadores por desvios de R$ 3,5 milhões em MG

MP acusa 16 vereadores por desvios de R$ 3,5 milhões em MG

Parlamentares de Paracatu (MG) criaram um esquema de fraudes no reembolso de gastos com descolamento e alimentação

Dois acusados ainda são vereadores em Paracatu

Dois acusados ainda são vereadores em Paracatu

Reprodução / Google Street View

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) pediu a abertura de 23 ações civis públicas contra dois vereadores, 14 ex-vereadores e outras sete pessoas suspeitas de desvios milionários dos cofres da Câmara Municipal Paracatu, a 483 km de Belo Horizonte.

De acordo com o órgão, o grupo teria causado um prejuízo de R$ 3,5 milhões ao apresentarem notas fiscais falsas, fornecidas por empresários locais, simulando gastos que foram reembolsados pela Câmara Municipal. Parte do esquema foi descoberto na Operação Templo de Ceres, em 2016, que foi responsável pela condenação de 10 ex-vereadores.

Segundo a Promotoria de Justiça de Paracatu, os políticos não acreditavam que o esquema seria descoberto e, por isso, cometeram vários deslizes que acabaram contribuindo com a investigação.

Irregularidades

Os vereadores teriam apresentado comprovantes de compra de gasolina para carros movidos à diesel, várias notas de abastecimentos de um mesmo veículo na mesma hora, troca de uma mesma peça várias vezes e até a compra de peças de marcas diferentes da fabricante do carro.

Os parlamentares também teriam pedido o ressarcimento de gastos com peças publicitárias que não foram produzidas e até notas de refeições com valor “muito superior” ou “em quantidade muito além do consumo”. A Promotoria chega a classificar a atitude dos acusados de “ousada”.

Além dos 16 políticos, o MP pediu a abertura de ações contra uma advogada, três ex-assessores parlamentares, uma servidora da Câmara Municipal e, pelo menos, dois empresários de Paracatu. A Promotoria quer que os envolvidos sejam condenados por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.

Além da condenação, os promotores querem que o grupo devolva mais de R$ 11 milhões aos cofres públicos. A lista com todas as ações civis públicas contra os suspeitos está disponível no site do Ministério Público.

A reportagem entrou em contato com a Câmara Municipal de Paracatu e aguarda retorno.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

Últimas