Coronavírus

Minas Gerais MP cobra de MG informações sobre possível reabertura de comércios

MP cobra de MG informações sobre possível reabertura de comércios

Governador Romeu Zema anunciou na última semana que vai fazer um estudo para avaliar a flexibilização da quarentena de covid-19 no Estado

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Governo deve responder MP nesta segunda-feira

Governo deve responder MP nesta segunda-feira

Gil Leonardi/Imprensa MG

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) pediu ao Governo do Estado, neste domingo (29), esclarecimentos sobre os impactos que uma possível flexibilização do isolamento social pode causar na proliferação do coronavírus em Minas.

O governador Romeu Zema (Novo) anunciou na última sexta-feira (27) que um estudo sobre o assunto será feito nesta semana.

O documento do MP, assinado por membros do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde, pede que o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, informe as eventuais mudanças que podem ser adotadas pelo Governo.

A equipe de saúde terá, ainda, que fazer uma avaliação dos cenários no Estado, comparando as medidas atualmente adotadas com as alterações que podem ser feitas. O balanço deverá levar em conta:

    • Estimativa de número de contaminados;
    • Possível número de mortes;
    • Quantidade de leitos de UTI necessária para atender os pacientes.

Ainda de acordo com o MPMG, o Governo deve indicar quais serão as orientações que vão ser dadas aos estabelecimentos com autorização para funcionamento, bem como esclarecer como vai acontecer a fiscalização.

A reportagem procurou a Secretaria de Saúde para comentar a demanda do Ministério Público, mas ainda não teve retorno. A promotoria espera ter resposta da pasta ainda nesta segunda-feira (30).

Quarentena

O Governo de Minas proibiu desde o dia 22 de março a realização de eventos públicos ou privados com mais de trinta pessoas. Zema determinou, ainda, que os municípios suspendam atividades de comércios “com circulação ou potencial aglomeração de pessoas", como feiras, centros comerciais, bares, restaurantes, lanchonetes, clubes e museus.

O estabelecimento pode funcionar por meio de vendas online, por telefone, aplicativo, desde que os produtos não sejam consumidos nas lojas.

De acordo com o decreto, estão liberadas as atividades consideradas "essenciais", com supermercados, distribuidoras de gás, oficinas mecâncias, agências bancárias, pet shops, lavanderia e transporte de carga.

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