Minas Gerais MP diz que vai analisar pedido de recuperação judicial da Samarco

MP diz que vai analisar pedido de recuperação judicial da Samarco

Procurador-Geral de Justiça diz que pedido será investigado "com lupa" e que empresa tem dívida "imensurável" com MG, ES e União

Samarco era responsável por barragem que se rompeu em Mariana, em 2015

Samarco era responsável por barragem que se rompeu em Mariana, em 2015

Antônio Cruz/ Agência Brasil

O Procurador-Geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, afirmou que o Ministério Público vai analisar "com lupa" o pedido de recuperação judicial apresentado pela Samarco e acatado pelo Tribunal de Justiça. 

Em uma postagem no Twitter, Soares afirmou que a mineradora tem uma dívida "imensurável" com os Estados e a União e que o pedido será investigado pela entidade. 

Decisão

A 2ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte atendeu pedido da mineradora Samarco e autorizou, nesta segunda-feira (12), que a empresa entre em processo de recuperação judicial.

A solicitação de recuperação judicial foi feita pela mineradora na última semana, em caráter de urgência. A companhia alegou a necessidade de renegociar dívidas, "em sua maior parte financeira", para conseguir manter as atividades da mineradora.

No documento inicial, a companhia relatou que credores amaricanos acionaram a Justiça para executar dívidas que somam US$ 2,7 bilhões enquanto outros brasileiros pediram a execução de US$ 325 milhões. Segundo os relatos, as dívidas totais da empresa superam R$ 50 bilhões o que, para o juiz Adilon Cláver de Resende, é "uma das maiores recuperações judiciais do país".

Sobre a autorização concedida, a Samarco afirmou que decisão vai garantir "proteção contra ações judiciais de execução de dívidas com os credores, que são em sua maior parte fundos estrangeiros detentores de títulos de dívida (“bondholders”)".

Desastre em Mariana

A companhia que pertence à Vale e à australiana BHP Billiton era responsável pela barragem de Fundão, que se rompeu em Mariana, a 110 km de Belo Horizonte, em novembro de 2015. Dezenove pessoas morreram, centenas de famílias perderam suas casas e a lama de rejeito chegou ao oceâno Atlântico após passar pelo Rio Doce.

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