Minas Gerais MP ouve médico primo de promotor suspeito de matar a mulher

MP ouve médico primo de promotor suspeito de matar a mulher

Depoimento de médico deve ajudar a esclarecer a morte de Lorenza Maria Silva de Pinho, em Belo Horizonte

  • Minas Gerais | Akemi Duarte, da Record TV Minas

Primo de promotor foi ouvido no MP

Primo de promotor foi ouvido no MP

Reprodução / Record TV Minas

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) ouviu, nesta quinta-feira (22), o médico Hércules de Pinho, primo do promotor André Luis de Garcia Pinho, preso suspeito de matar a esposa, no último dia 2 de abril, em Belo Horizonte.

O médico é considerado pela Justiça como peça importante do quebra-cabeça para a solução da morte de Lorenza Maria Silva de Pinho, mas ainda não se sabe qual seriam as informações esclarecidas pelo médico. Hércules de Pinho chegou ao Ministério público acompanhado do advogado. O depoimento durou cerca de 3 horas e ele saiu sem falar com a imprensa.

Nesta semana também foram ouvidos, o médico Itamar Gonçalves, um dos responsáveis pelo atestado de óbito de Lorenza, e o pastor Geovane Ferreira, que é amigo da família.

O caso segue em segredo de Justiça. Lorenza Maria Silva de Pinho, de 41 anos, morreu no apartamento longe morava com a família, no bairro Buritis, região Oeste da capital. Dois dias depois, o marido dela foi preso cautelarmente, como suspeito.

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De acordo com o atestado de óbito, assinado pelo médico Itamar Gonçalves, que foi ouvido por quase três horas no início da semana, a morte foi causada por pneumonite, devido a alimento ou vômito e autointoxicação por exposição intencional a outras drogas. A família de Lorenza questionou a versão e o caso passou a ser investigado.

Fontes ligadas à investigação apontaram indícios de violência no corpo dela. O resultado da perícia do Instituto Médico Legal, ainda não foi divulgado e deve esclarecer a controvérsia em torno das causas da morte.

A investigação já está na fase final. Essa semana o chefe do Ministério Público Estadual, o procurador-geral Jarbas Soares, que está a frente dos trabalhos, postou em uma rede social que o caso deve ser concluído até a próxima semana.

Um dos principais envolvidos na situação ainda não foi ouvido, o promotor e marido de Lorenza, André Luiz Garcia de Pinho. A defesa dele alega ainda não recebeu intimação.

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