Minas Gerais MP vai detalhar morte de mulher de promotor nesta sexta-feira (30)

MP vai detalhar morte de mulher de promotor nesta sexta-feira (30)

Chefe do órgão convocou uma coletiva para divulgar detalhes sobre o que provocou o óbito de Lorenza de Pinho, aos 41 anos

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Lorenza foi enterrada em Barbacena (MG)

Lorenza foi enterrada em Barbacena (MG)

Reprodução/redes sociais

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) vai apresentar, nesta sexta-feira (30), o relatório sobre morte de Lorenza Maria Silva de Pinho, esposa do promotor André Luís Garcia de Pinho, preso suspeito de ter provocado o óbito.

Inicialmente, a divulgação dos laudos estava prevista para esta quinta-feira (29), mas segundo o chefe do órgão, o procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, a data foi alterada. "Nesta noite lerei o relatório e analisarei os laudos", destacou o PGJ em uma rede social.

Fontes ligadas ao órgão afirmaram à reportagem que o MP deve denunciar Pinho pela morte. Existe a possibilidade que ele responda por faminicídio. Segundo os relatos, a perícia apontou lesão na coluna cervical, hemorragia e lesão moderada no crânio de Lorenza.

Robson Lucas, advogado do promotor, alega que que os dados divulgados no relatório não são suficientes para indicar culpa a culpa de Pinho sobre a morte da mulher. A defesa afirma que não foram encontrados hematomas externos e, sim, internos provocados pelo socorro médico no dia do óbito. O advogado mantém a versão de que Lorenza morreu engasgada enquanto dormia sob efeitos de remédios e bebidas alcoólicas.

A morte

Lorenza morreu aos 41 anos, no apartamento no apartamento da famílias, no bairro Buritirs, na região Oeste de Belo Horizonte. Os cinco filhos do casal, com idades entre 2 e 16 anos, estavam no imóvel, mas dormiam no momento.

No dia da morte, Pinho afirmou que a companheira havia se engasgado enquanto dormia sob efeito de remédios e álcool. A ambulância de um hospital particular foi acionada e os médicos Itamar Gonçalves Cardoso e Alexandre de Figueiredo Maciel atestaram o óbito “pneumonite, devido a alimento ou vômito, e autointoxicação por exposição intencional a outras drogas”, o que contribuia com a versão apresentada pelo promotor.

O corpo de Lorenza foi levado diretamente para uma funerária contratada pela família. No entanto, no dia seguinte, a Polícia Civil determinou que ele fosse encaminhado para o IML para perícia. A medida foi tomada após a família da Lorenza questionar as causas da morte.

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