Coronavírus

Minas Gerais MP vai investigar denúncias de "revacinação" da covid em MG

MP vai investigar denúncias de "revacinação" da covid em MG

Quem for imunizado mais de duas vezes poderá ser indiciado por estelionato e pegar quase 7 anos de prisão, além de multa

"Revacinados" podem responder por estelionato

"Revacinados" podem responder por estelionato

Divulgação / Rodrigo Clemente / PBH

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) anunciou, nesta quinta-feira (8), que vai investigar as denúncias de pessoas que teriam tomado mais de duas doses de vacinas contra a covid-19 no Estado.

A nota técnica, emitida pelo Centros de Apoio das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde e Criminal do MPMG, pede que os promotores atuem para coibir a prática de  “revacinação” no Estado e argumenta que a conduta pode “comprometer o Plano Nacional de Vacinação, com indivíduos já vacinados desviando doses que deveriam ser direcionadas ao restante da população ainda não vacinada.

Segundo o MPMG, a prática de “revacinação” pode configurar crime de estelionato, ou seja, uso de artifício fraudulento para fraudar o sistema de vacinação. A punição para o crime de estelionato varia de um a cinco anos de prisão, com o acréscimo de um terço da pena pelo crime ter sido praticado contra o Poder Público, além de multa.

Denúncia

Nesta semana, a Prefeitura de Viçosa, a 230 km de Belo Horizonte, anunciou que investigava um professor universitário suspeito de tomar quatro vacinas contra a doença. Ele teria recebido duas doses da Coronavac, uma da AstraZeneca e outra da Pfizer, sendo a última delas aplicada no Rio de Janeiro.

Até quarta-feira (7), a Secretaria de Saúde de Minas Gerais já havia recebido denúncias de revacinação em Juiz de Fora e Barbacena. Outros Estados, como Sâo Paulo, já abriram investigações para apurar denúncias do tipo.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Flavia Martins y Miguel.

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