Minas Gerais MPF arquiva ação contra Pimentel e ex-comandante da PM de Minas

MPF arquiva ação contra Pimentel e ex-comandante da PM de Minas

Coronel foi acusado de monitorar e avisar o ex-governador sobre a movimentação de aeronaves da PF que vinham para BH

Pimentel teve mais uma ação arquivada na justiça

Pimentel teve mais uma ação arquivada na justiça

José Cruz/Agência Brasil

O MPF (Ministério Público Federal) arquivou o processo aberto contra o ex-governador Fernando PImentel (PT) e o ex-comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Helbert Figueiró de Lourdes. Eles chegaram a ser indiciados pela Polícia Federal por obstrução de justiça

O órgão não conseguiu provar as acusações de que Pimentel teria pedido ao militar para monitorar a movimentação de aeronaves da PF, em meio às investigações da Operação Acrônimo, na qual o ex-governador era alvo. 

De acordo com o procurador Antônio Arthur Barros Mendes, não há provas para responsabilizar os dois. Na sentença, assinada no dia 11 de junho, ele afirma que a acusação ao ex-governador, originária da Operação Acrônimo já havia sido arquivada pela Procuradoria-Geral da República.  

Além disso, segundo o MPF, as trocas de mensagens entre Pimentel e o coronel da PM, que à época era chefe do Gabinete Militar do Governador, "revelam, em sua maior parte, diálogos que retratam o mero trânsito de informações então já públicas – e publicadas por veículos de mídia – quando dos desdobramentos da Operação Acrônimo em Minas Gerais".

De acordo com o Procurador, não há provas do cometimento de crimes já que as informações que o militar teve acesso eram da sua competência.

"Não há como se aferir a ocorrência efetiva de repasse indevido de informações a partir da corporação federal. Isso porque se tratava de informações que eram aptas a serem obtidas por meio da estrutura a que tinha acesso o então chefe do Gabinete Militar do Governador, materializada quer no corpo de policiais militares nas ruas, quer na comunidade de inteligência integrada pela Polícia Militar de Minas Gerais, quer junto às autoridades aeroportuárias", diz a sentença.

De acordo com o advogado de Pimentel, Eugênio Paccelli, a acusação nasceu frágil. 

— Essa investigação nasceu fragil, claudicou sempre e se encerra no acerto do MPF. 

Relembre o caso

As investigações começaram com a suspeita de que o então chefe do Gabinete Militar do Governador, coronel PM Helbert Figueiró de Lourdes teria repassado informações sobre a movimentação de uma aeronave da Polícia Federal que veio de Brasília para Belo Horizonte. 

Mensagens trocadas entre o militar e o então governador Fernando Pimentel foram encontradas no computados do petista por conta de apreensão durante uma das fases da Operação Acrônimo, deflagrada em 2014 para apurar indícios de lavagem de dinheiro e caixa 2 eleitoral.

Em junho do ano passado, a PF fez buscas no apartamento do coronel reformado, no bairro Lourdes, um dos endereços mais nobres de BH. Na ocasião, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos.

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