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Minas Gerais Mulher é presa ao tentar vender testes de covid ao Governo de Minas

Mulher é presa ao tentar vender testes de covid ao Governo de Minas

Segundo as investigações, ela se passava por representante comercial e tentou subornar servidora ao apresentar proposta de R$ 134 milhões

Polícia apreendeu materiais

Polícia apreendeu materiais

Divulgação/Polícia Civil

Uma mulher que se passava por representante de uma empresa internacional que comercializava testes rápidos para diagnóstico de covid-19 foi presa suspeita de estelionato e corrupção ativa nesta sexta-feira (10).

Ela tentava negociar os exames com o Estado e também é suspeita de corrupção ativa. Segundo as investigações, ela teria oferecido propina a uma servidora pública para ter preferência na negociação. 

A Operação Medtest é resultado de um processo de investigação que começou em julho. A Polícia Civil foi informada pela CGE (Controladoria-Geral do Estado) sobre a tentativa de pagamento de propina para uma servidora pública da Seplag (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão).

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A denúncia resultou no cumprimento de mandados busca e apreensão em Goiânia e São Paulo, cidades onde a mulher tem endereços fixos.

Nos dois locais foram apreendidos documentos e materiais que subsidiaram as investigações, como documentos e materiais relacionados aos crimes de corrupção ativa e tentativa de estelionato contra o Governo de Minas. No entanto, não foi encontrado nada que vinculasse a mulher à empresa fornecedora dos testes. 

R$ 134 milhões

A tentativa de golpe teria começado em abril, durante uma pesquisa de preços feita pela Seplag. A pasta recebeu uma proposta da suspeita no valor de R$ 134 milhões para fornecimento de testes rápidos de Covid-19. Ela se apresentava como representante comercial de uma empresa internacional fornecedora desses exames.

De acordo com o delegado Gabriel Ciríaco, o sucesso da operação, que evitou prejuízo aos cofres públicos se deve à "atitude íntegra e ética da servidora pública que se recusou a receber uma comissão para favorecer a suposta empresa e, ainda, buscou combater a corrupção ao acionar os órgãos competentes para a apuração dos fatos".

Histórico

A suspeita de estelionato chegou a morar em Belo Horizonte, mas se mudou para São Paulo depois de aplicar golpes por meio de uma empresa de cerimonial. As vítimas eram formandos que a haviam contratado para a realização de festas de conclusão de curso.

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