Novo Coronavírus

Minas Gerais "Não foi cogitada", diz secretário de Saúde de MG sobre saída do cargo

"Não foi cogitada", diz secretário de Saúde de MG sobre saída do cargo

Carlos Eduardo Amaral e sua equipe são investigados por suposta vacinação irregular de servidores da pasta

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Secretário nega irregularidades em vacinação

Secretário nega irregularidades em vacinação

Divulgação / ALMG / Guilherme Bergamini

Com a equipe investigada por supostas irregularidades na vacinação de servidores contra covid-19, o secretário de Saúde de Minas negou, nesta quinta-feira (11), a possibilidade de deixar o cargo.

— Isto não foi cogitado em nenhum momento.

A afirmação foi feita durante esta tarde, após uma reunião com o governador Romeu Zema (NOVO) para tratar sobre o assunto. Mais cedo, Zema já havia anunciado que alertou ao secretário sobre a necessidade de esclarecer as dúvidas da população sobre as denúncias.

"Reafirmei que determinei que os órgãos de controle do Executivo apurem o processo de vacinação de servidores. O secretário prestou esclarecimentos e me garantiu que todas as ações adotadas são técnicas e legais", escreveu o governador em nota.

Investigações

Após o fim da reunião entre o secretário e o governador, a ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) instaurou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso. Os deputados cobram a lista com o nome e idade dos servidores imunizados, bem como a justificativa para a aplicação de cada vacina.

Durante coletiva nesta tarde, Amaral afirmou que vai apresentar os esclarecimentos solicitados. O secretário avaliou, ainda, que a CPI não deve dificultar a relação do Governo Estadual com o Legislativo nas discussões relacionadas ao enfrentamento da pandemia.

— A CPI é uma mecanismo democrático para acompanhar o que está acontecendo. Não vejo problemas e dificuldades. Mostrei todo o arcabouço legal [sobre a vacinação dos servidores]. Sendo convocado na CPI, irei prestar todos os esclarecimentos legais.

Amaral reafirmou que não houve irregularidades na decisão e que só foram vacinados os servidores com cargos importantes para manutenção das ações de combate à covid-19.

Últimas