'Nunca devemos acusar sem provas', diz auxiliar após inquérito

Hudson Nunes, de 22 anos, foi acusado de abusar de cinco crianças; ele contou à Record TV Minas com foi a noite que antecedeu o resultado

Hudson foi convidado para voltar a escola

Hudson foi convidado para voltar a escola

Garcia Jr. / Record TV - 11.10.2019

Foi no escritório do advogado que o defendeu durante as investigações, que o estudante de educação física, Hudson Nunes, de 22 anos, recebeu a notícia de que a Polícia Civil, decidiu não indiciá-lo por suspeita de abuso sexual.

Em entrevista à RecordTV Minas, na manhã desta quinta-feira (17), o jovem que trabalhava como auxiliar do professor de Educação Física no Colégio Magnum, na região Nordeste de Belo Horizonte, contou como foi a noite que antecedeu a divulgação do inquérito policial.

— Essa noite foi muito difícil. Não preguei o olho até agora, porque nós ficamos nessa expectativa desde a segunda-feira, que foi o dia que dei meu depoimento. Dizer que as coisas, quando você trabalha honestamente e corre atrás das suas coisas, elas acontecem naturalmente e não tem inimigo que cai por terra e faz com que isso mude.

O estudante revela que precisou mudar os hábitos após as denúncias, e após o fim das investigações, ele conta que pretende voltar a frequentar as aulas que precisou deixar de ir durante essas semanas.

— Minha vida parou por causa disso. Além de ter que provar a minha inocência, eu tinha que matar um leão por dia. Junto com os advogados. Hoje só concretizou aquilo que eu sempre falei. A gente nunca deve acusar alguém sem ter provas. Porque quando você faz isso, além de não achar o culpado, pode acabar com a vida de um inocente.

Há exatos 15 dias o auxiliar de professor deixou o colégio que trabalhava, mas um dia antes da conclusão do inquérito, Nunes foi procurado pela direção para retomar as atividades nos Colégio. Mas, por enquanto, o estudante disse que não vai retomar suas atividades.

— Eu recebi essa notícia pelo diretor, fiquei muito grato, mas agora é hora de pensar um pouco e descansar um pouco a cabeça. Eu tenho vontade sim de voltar a trabalhar lá, principalmente pelos pais e crianças que gostam realmente de mim. Me sinto muito bem naquele lugar. Então a vontade existe, mas a gente tem um trauma que precisa ser superado psicologicamente. A gente vai acertar os pingos nos is e voltar às atividades. Lá mesmo.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Lucas Pavanelli